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Utentes criticam falta de investimento na Transtejo

Utentes denunciam investimento insuficiente na Transtejo ao longo de cinquenta anos, comprometendo a mobilidade na margem sul e a fiabilidade do serviço

Catamarã da Soflusa Jorge de Sena, a sair do Terminal Fluvial Sul e Sueste, originalmente denominada Estação do Sul e Sueste, Lisboa, 14 de março de 2024.
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  • A Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul celebra os 50 anos da Transtejo, mas acusa investimento insuficiente ao longo das décadas.
  • Pede ao Governo uma abordagem séria e estratégica para o serviço fluvial, com rede integrada, adequada à procura e fiável.
  • Em 2025, a TTSS transportou 21 milhões de passageiros e anunciou novas ligações entre margens do Tejo, aposta em navios eléctricos e a transformação dos cacilheiros em barcos turísticos.
  • Estão em estudo o novo terminal de Cacilhas (concluído até abril) para ligar embarcações, metro e autocarros com a Transportes Metropolitanos de Lisboa do lado de lá, e um possível ligação Algés–Trafaria, testada em 2027.
  • Até março haverá teste aos fins de semana de uma ligação fluvial Seixal–Barreiro–Cais do Sodré; a frota total é de 29 navios, com 10 elétricos, e o objetivo é ter a operação 100% eléctrica em fevereiro na zona de Cacilhas.

A Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul celebrou os 50 anos da Transtejo, mas alertou que o investimento governamental ao longo do tempo tem ficado aquém do necessário. A observação foi partilhada numa mensagem publicada na página de Facebook da comissão.

Os utentes defendem uma rede pública de transportes integrada, adequada à procura e fiável, para resolver os problemas da margem sul. Apontam a falta de alargamento das carreiras fluviais e a carência de recursos humanos para operacionalizar e manter a frota como fatores centrais.

A comissão sublinha ainda a necessidade de requalificação dos cais de embarque, cuja degradação é visível e compromete o serviço a um número crescente de utilizadores. A degradação provoca supressões e incerteza nas deslocações diárias.

Situação atual da Transtejo

Durante uma cerimónia que assinalou os 50 anos da TTSS, o presidente da Transtejo Soflusa, Rui Ribeiro Rei, destacou que a empresa transportou 21 milhões de passageiros em 2025. Anunciou novas ligações entre as margens do Tejo e o objetivo de manter navios 100% elétricos.

A TTSS indicou que, até abril, será apresentado o estudo do novo terminal de Cacilhas, que deverá facilitar a ligação entre embarcações, o metro e os autocarros com a rede de Lisboa. O objetivo é criar uma interface integrada com a malha de transportes na margem sul.

O responsável referiu que chegou o primeiro estudo para uma possível ligação de Algés à Trafaria, com potencial teste em 2027. Também é estudada uma ligação entre a margem sul e o Parque das Nações.

Em março, a empresa planeia testar aos fins de semana uma ligação fluvial entre Seixal, Barreiro e Cais do Sodré, em Lisboa. A medida visa perceber impactos no serviço e na mobilidade regional.

Perspetivas e frota

Rui Ribeiro Rei afirmou que a ligação Seixal-Barreiro-Lisboa poderá impulsionar o Seixal e o Barreiro, ao ligar o território a um ponto central de Lisboa. A TTSS informou ainda que já reduziu substancialmente as supressões de carreiras, que tinham sido alvo de queixas no ano anterior.

A frota total da TTSS é de 29 navios, sendo 10 elétricos. Nem todos operam em permanência. Em novembro, abriu-se a operação de Cacilhas com três navios elétricos a operar ao lado de unidades a diesel, com a transição para uma frota 100% elétrica prevista para fevereiro.

Os navios a diesel devem ser reparados para reforçar as rotas da Trafaria, Porto Brandão e Belém. A empresa continua a avaliar ajustes operacionais para responder às necessidades de mobilidade da região.

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