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Transtejo bate recordes e acelera viragem elétrica

Transtejo regista vinte e um milhões de passageiros em dois mil e vinte e cinco, acelera a transição eléctrica com dez navios elétricos e terminal de Cacilhas até abril

Dois navios 100% elétricos na ligação fluvial entre Cacilhas e Montijo arrancam em dezembro
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  • A Transtejo transportou 21 milhões de passageiros em 2025, mantendo-se como eixo central da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, numa cerimónia que marcou os 50 anos da empresa a bordo de navios 100% elétricos.
  • As rotas principais foram Barreiro (11 milhões de passageiros) e Cacilhas–Cais do Sodré (7 milhões); os restantes serviços somaram 3 milhões no ano.
  • O estudo do novo terminal de Cacilhas deverá ficar concluído até abril, visando funcionar como interface entre embarcações, metro e autocarros da Transportes Metropolitanos de Lisboa.
  • Existe um estudo preliminar para uma ligação fluvial entre Algés e a Trafaria, possivelmente testada em 2027, e uma possível ligação da margem sul ao Parque das Nações.
  • A frota atual é de 29 navios, com 10 elétricos; a operação elétrica já está em Seixal e Cacilhas, com previsão de eletrificação Total naquela ligação em fevereiro. O Montijo depende de um novo pontão para a transição total.

A Transtejo voltou a afirmar-se como eixo central da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, ao transportar 21 milhões de passageiros em 2025. O anúncio foi feito por Rui Ribeiro Rei, presidente da TTSS — Transtejo Soflusa, durante a cerimónia dos 50 anos da empresa, a bordo de um navio 100% eléctrico.

A rota do Barreiro manteve-se como a principal operação, com 11 milhões de passageiros. Seguiu-se a ligação Cacilhas–Cais do Sodré, com sete milhões de utilizadores, enquanto os restantes serviços totalizaram três milhões no ano.

Num discorrer centrado no futuro, Rui Ribeiro Rei anunciou que o estudo do novo terminal de Cacilhas deverá ficar concluído até abril. O projeto visa integrar embarcações fluviais, metro e autocarros da Transportes Metropolitanos de Lisboa, fortalecendo a articulação entre modos.

Novos cenários de mobilidade

A administração confirmou ainda um estudo preliminar para uma ligação fluvial entre Algés e Trafaria, com possível teste em 2027. Analisa-se também uma ligação da margem sul ao Parque das Nações, expandindo o papel do transporte fluvial na rede metropolitana.

Frota e electrificação

A Transtejo tem, hoje, 29 navios, sendo 10 eléctricos, ainda que nem todos estejam em operação permanente. Após três navios eléctricos entrarem em funcionamento no Seixal, a electrificação expandiu-se a Cacilhas em novembro. A frota já deverá apresentar oferta total eléctrica em fevereiro naquela ligação.

Montijo e reposicionamento de activos

No Montijo, está prevista a recuperação da operação eléctrica, desde que seja construído um novo pontão essencial à transição. Sem esse investimento, a passagem para o eléctrico decorrerá de forma faseada, admitiu a gestão.

Os navios a diesel que deixarem de operar nas principais ligações serão reparados e redistribuídos para reforçar Trafaria, Porto Brandão e Belém, reforçando a fiabilidade do serviço.

Impacto operacional e reconhecimento

A estabilização da frota terá impacto direto. Segundo a administração, 92% das supressões de barcos terminaram em novembro de 2025. O resultado é a disponibilização de mais 75 mil lugares por mês e mais 34 serviços de navios face ao período anterior a outubro.

Durante a cerimónia, que contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, foram homenageados mais de 30 trabalhadores. Receberam reconhecimento quem completou 40, 30 e 20 anos de carreira.

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