- A Transtejo transportou 21 milhões de passageiros em 2025, mantendo-se como eixo central da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, numa cerimónia que marcou os 50 anos da empresa a bordo de navios 100% elétricos.
- As rotas principais foram Barreiro (11 milhões de passageiros) e Cacilhas–Cais do Sodré (7 milhões); os restantes serviços somaram 3 milhões no ano.
- O estudo do novo terminal de Cacilhas deverá ficar concluído até abril, visando funcionar como interface entre embarcações, metro e autocarros da Transportes Metropolitanos de Lisboa.
- Existe um estudo preliminar para uma ligação fluvial entre Algés e a Trafaria, possivelmente testada em 2027, e uma possível ligação da margem sul ao Parque das Nações.
- A frota atual é de 29 navios, com 10 elétricos; a operação elétrica já está em Seixal e Cacilhas, com previsão de eletrificação Total naquela ligação em fevereiro. O Montijo depende de um novo pontão para a transição total.
A Transtejo voltou a afirmar-se como eixo central da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, ao transportar 21 milhões de passageiros em 2025. O anúncio foi feito por Rui Ribeiro Rei, presidente da TTSS — Transtejo Soflusa, durante a cerimónia dos 50 anos da empresa, a bordo de um navio 100% eléctrico.
A rota do Barreiro manteve-se como a principal operação, com 11 milhões de passageiros. Seguiu-se a ligação Cacilhas–Cais do Sodré, com sete milhões de utilizadores, enquanto os restantes serviços totalizaram três milhões no ano.
Num discorrer centrado no futuro, Rui Ribeiro Rei anunciou que o estudo do novo terminal de Cacilhas deverá ficar concluído até abril. O projeto visa integrar embarcações fluviais, metro e autocarros da Transportes Metropolitanos de Lisboa, fortalecendo a articulação entre modos.
Novos cenários de mobilidade
A administração confirmou ainda um estudo preliminar para uma ligação fluvial entre Algés e Trafaria, com possível teste em 2027. Analisa-se também uma ligação da margem sul ao Parque das Nações, expandindo o papel do transporte fluvial na rede metropolitana.
Frota e electrificação
A Transtejo tem, hoje, 29 navios, sendo 10 eléctricos, ainda que nem todos estejam em operação permanente. Após três navios eléctricos entrarem em funcionamento no Seixal, a electrificação expandiu-se a Cacilhas em novembro. A frota já deverá apresentar oferta total eléctrica em fevereiro naquela ligação.
Montijo e reposicionamento de activos
No Montijo, está prevista a recuperação da operação eléctrica, desde que seja construído um novo pontão essencial à transição. Sem esse investimento, a passagem para o eléctrico decorrerá de forma faseada, admitiu a gestão.
Os navios a diesel que deixarem de operar nas principais ligações serão reparados e redistribuídos para reforçar Trafaria, Porto Brandão e Belém, reforçando a fiabilidade do serviço.
Impacto operacional e reconhecimento
A estabilização da frota terá impacto direto. Segundo a administração, 92% das supressões de barcos terminaram em novembro de 2025. O resultado é a disponibilização de mais 75 mil lugares por mês e mais 34 serviços de navios face ao período anterior a outubro.
Durante a cerimónia, que contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, foram homenageados mais de 30 trabalhadores. Receberam reconhecimento quem completou 40, 30 e 20 anos de carreira.
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