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Quase 2.800 utentes aguardam resposta social ou vaga em cuidados continuados

Quase 2.800 utentes aguardam resposta social ou vaga na rede de cuidados continuados; portaria cria vagas intermédias para libertar camas hospitalares

Quase 2.800 utentes aguardam nos hospitais por resposta social ou vaga em cuidados continuados
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  • Até 14 de janeiro, estavam 734 utentes à espera de resposta social e 2.034 por vaga na RNCCI, total próximo de 2.800.
  • Este ano, 61 utentes foram admitidos em resposta social (58 pelos Centros Distritais da Segurança Social e 3 pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa).
  • Do total admitido, 37 enquadram-se na portaria de articulação entre instituições para referenciação de quem, após alta clínica, permanece nos hospitais públicos.
  • Nas duas primeiras semanas do ano, foram admitidos 1.629 utentes na RNCCI.
  • Portaria publicada hoje define regras para afetação de vagas, criação de unidades intermédias autónomas de 20 utentes ou conversão de vagas existentes, com prazo de três meses, visando o regresso ao domicílio, e reservas de vagas com 40% de comparticipação por seis meses.

Numa resposta à Lusa, a DE-SNS indica que, até 14 de janeiro, há 734 utentes à espera de resposta social e 2.034 por vaga na RNCCI, em todas as tipologias, incluindo domicílio, saúde mental, pediatria e paliativos.

No total admitido neste período, 61 utentes entraram em resposta social: 58 através dos Centros Distritais da Segurança Social e 3 pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Entre os admitidos, 37 ocorreram ao abrigo da portaria que define a articulação entre instituições para referenciação e acompanhamento de quem, após alta clínica, permanece em hospitais públicos.

Nas duas primeiras semanas do ano, foram admitidos 1.629 utentes na RNCCI, segundo os dados disponíveis.

Situação atual e mudança regulatória

Foi publicada hoje uma portaria em Diário da República, que entra em vigor na quarta-feira, a revogar o regime de articulação entre instituições para avaliação, encaminhamento, gestão de vagas e acolhimento de pessoas com alta clínica que permanecem internadas.

A norma fixa que unidades do setor social tenham três meses para pedir a afetação de vagas disponíveis a camas intermédias ou para criar unidades intermédias autónomas, visando libertar camas em hospital.

O Governo anunciou, há duas semanas, a criação de 400 vagas de internamento social em novas unidades intermédias contratualizadas com o setor social.

Dentro do prazo de três meses, as entidades com vagas contratualizadas podem solicitar ao ISS a afetação dessas vagas.

A portaria permite a criação de unidades intermédias autónomas para 20 utentes ou a adaptação de vagas existentes em respostas sociais para camas intermédias.

Deve privilegiar-se o regresso do utente ao domicílio, com apoios adequados, sempre que possível.

Quando não for viável, por dependência ou falta de suporte, pode-se optar pelo acolhimento em resposta social adequada, ou por unidades intermédias em estruturas já existentes, de forma temporária.

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