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Pedaço de gelo no copo de Trump desperta curiosidade

Trump quer Gronelândia para proteger o mundo, mas o gelo derrete cada vez mais, agravando o aquecimento global e o risco geopolítico

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  • Donald Trump quer a Gronelândia, a quem chama “um pedaço de gelo”, afirmando precisar dela para proteger o mundo, sem ficar claro de quem.
  • Entre 1985 e 2022, o gelo da Gronelândia encurtou de forma acelerada, com perda de pelo menos 5091 km² e 5000 gigatoneladas de gelo desde 2000.
  • Se todo o gelo derreter, o nível do mar podia subir até 7,4 metros; a grande quantidade de água doce pode acelerar alterações nas correntes marinhas.
  • O Ártico tem vindo a aquecer há quatro décadas, três a quatro vezes mais rápido que o resto do planeta, reduzindo o albedo e aumentando o aquecimento.
  • Em 27 de janeiro, o Bulletin of Atomic Scientists divulga a atualização do Relógio do Apocalipse, num contexto de tensões geopolíticas e de mudanças climáticas envolvendo a Gronelândia.

Um pedaço de gelo no copo de Trump. O ex-presidente dos EUA tem usado a Gronelândia como símbolo de poder, alegando que a ilha é crucial para proteger o mundo. O contexto, no entanto, envolve alterações climáticas, interesses minerais e tensões geopolíticas.

A Gronelândia, território dinamarquês no Ártico, vê o seu gelo a recuar. Estudos apontam que entre 1985 e 2022 houve perda acelerada de gelo, com milhares de km2 derretidos e milhares de gigatoneladas desaparecidas desde 2000. O aquecimento global intensifica o recuo.

Trump tem destacada a Gronelândia como alvo estratégico. Analistas divergem sobre as motivações, com foco nos recursos naturais, incluindo terras raras e urânio, e na possível expansão de rotas marítimas no Ártico. A Cúpula Dourada é citada como eventual plano de defesa antimísseis.

Contexto climático global

O recuo do gelo aumenta o nível do mar global, estimando-se que o derretimento total da Gronelândia poderia elevar o nível em cerca de 7,4 metros. A redução de albedo reduz a reflexão de calor, acelerando o aquecimento e alterações climáticas a longo prazo.

Estudos mostram que o Ártico já aquecia há quatro décadas, com ritmo superior ao resto do planeta. Menos gelo também afeta ecossistemas marinhos e a vida de ursos polares e outras espécies que dependem de plataformas estáveis.

Implicações geopolíticas

A relação entre EUA, Gronelândia e potências globais ganha atenção. Analistas destacam o interesse estratégico na região e a possibilidade de aumento da presença naval no Ártico, com impactos ambientais, económicos e de segurança.

A comunidade científica alerta para o risco de alterações nas correntes oceânicas decorrentes do aporte de água doce da Gronelândia. Tais mudanças podem ter efeitos globais sobre clima e circulação de calor.

O que se sabe até agora

A data de 27 de janeiro marca a divulgação de uma atualização de um relógio simbólico de riscos globais, que avalia a proximidade da aniquilação ou da salvação planetária. O tema envolve políticas, ciência e cooperação internacional.

Se a Gronelândia se tornar uma peça chave no discurso de poder mundial, os impactos podem ultrapassar fronteiras. A comunidade internacional acompanha com atenção as eventualidades políticas, económicas e ambientais ligadas ao Ártico.

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