- A ONU mantém que o Conselho de Paz criado para Gaza é, por agora, “amorfo” e que o apoio ao órgão é estritamente pelo trabalho na Faixa de Gaza, afirmou Farhan Haq, porta-voz de António Guterres.
- O secretário-geral reiterou que a ONU está fiel à sua Carta e aos seus objetivos, sem desviar do programa e da missão da organização.
- Em Davos, Donald Trump vai presidir a assinatura que formaliza o Conselho de Paz, pretendendo depois expandir os seus poderes para rivalizar com o Conselho de Segurança das Nações Unidas.
- O Conselho de Segurança apoiou o Conselho de Paz apenas pelo trabalho em Gaza, e a ONU garante que o órgão continua a cumprir a resolução relacionada com a região.
- Países já confirmaram adesão: Israel, Argentina e Egito; França, Noruega e Suécia rejeitaram; Rússia, Brasil e Espanha ainda estão a analisar; cerca de 35 dos 50 dirigentes convidados já confirmaram presença.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que o Conselho de Paz criado por Washington para a Faixa de Gaza está, por enquanto, “amorfo” e que o apoio da organização é exclusivamente para o trabalho no enclave. A observação foi feita por meio do porta-voz Farhan Haq, durante a conferência de imprensa diária em Nova Iorque.
Na praça Davos, no Fórum Económico Mundial, está anunciada a cerimónia de assinatura para hoje que formaliza o Conselho de Paz, presidida por Donald Trump. O Presidente dos EUA afirmou que o órgão foi criado devido à falta de apoio da ONU para resolver guerras. Haq sublinhou que o Conselho continua limitado ao tema de Gaza.
Contexto e papel da ONU
Haq reiterou que o Conselho de Segurança apoiou o Conselho de Paz apenas para o trabalho na Faixa de Gaza e que a ONU continua a cumprir a resolução correspondente. A organização também destacou que não está preocupada com outras entidades que coexistem com a ONU ao longo dos 80 anos de atividade.
Até à data, cerca de 50 chefes de Estado e de Governo foram convidados e já cerca de 35 confirmaram participação. Israel, Argentina e Egito integram a lista de membros. França, Noruega e Suécia rejeitaram a adesão, enquanto Rússia, Brasil e Espanha ainda estudam a proposta.
Reações e perspetivas
Trump criticou a instituição, mas Haq indicou que a ONU trabalha para melhorar o funcionamento do Conselho de Paz. A organização afirmou que continuará a promover a paz, respeitando o direito internacional e buscando soluções duráveis para os conflitos.
A ONU mantém o foco no cumprimento da Carta das Nações Unidas e no enfrentamento das causas profundas dos conflitos, sem incentivar posições políticas ou mudanças rápidas de regime.
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