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ONU classifica Conselho de Paz para Gaza como amorfo e reafirma Carta

ONU considera o Conselho de Paz para Gaza ainda amorfo e mantém o compromisso com a Carta das Nações Unidas e o trabalho no enclave

EPA09479283 The United Nations headquarters building is seen from inside the General Assembly hall before heads of state begin to address the 76th Session of the U.N. General Assembly in New York City, USA, 21 September 2021.
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  • A ONU mantém que o Conselho de Paz criado para Gaza é, por agora, “amorfo” e que o apoio ao órgão é estritamente pelo trabalho na Faixa de Gaza, afirmou Farhan Haq, porta-voz de António Guterres.
  • O secretário-geral reiterou que a ONU está fiel à sua Carta e aos seus objetivos, sem desviar do programa e da missão da organização.
  • Em Davos, Donald Trump vai presidir a assinatura que formaliza o Conselho de Paz, pretendendo depois expandir os seus poderes para rivalizar com o Conselho de Segurança das Nações Unidas.
  • O Conselho de Segurança apoiou o Conselho de Paz apenas pelo trabalho em Gaza, e a ONU garante que o órgão continua a cumprir a resolução relacionada com a região.
  • Países já confirmaram adesão: Israel, Argentina e Egito; França, Noruega e Suécia rejeitaram; Rússia, Brasil e Espanha ainda estão a analisar; cerca de 35 dos 50 dirigentes convidados já confirmaram presença.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que o Conselho de Paz criado por Washington para a Faixa de Gaza está, por enquanto, “amorfo” e que o apoio da organização é exclusivamente para o trabalho no enclave. A observação foi feita por meio do porta-voz Farhan Haq, durante a conferência de imprensa diária em Nova Iorque.

Na praça Davos, no Fórum Económico Mundial, está anunciada a cerimónia de assinatura para hoje que formaliza o Conselho de Paz, presidida por Donald Trump. O Presidente dos EUA afirmou que o órgão foi criado devido à falta de apoio da ONU para resolver guerras. Haq sublinhou que o Conselho continua limitado ao tema de Gaza.

Contexto e papel da ONU

Haq reiterou que o Conselho de Segurança apoiou o Conselho de Paz apenas para o trabalho na Faixa de Gaza e que a ONU continua a cumprir a resolução correspondente. A organização também destacou que não está preocupada com outras entidades que coexistem com a ONU ao longo dos 80 anos de atividade.

Até à data, cerca de 50 chefes de Estado e de Governo foram convidados e já cerca de 35 confirmaram participação. Israel, Argentina e Egito integram a lista de membros. França, Noruega e Suécia rejeitaram a adesão, enquanto Rússia, Brasil e Espanha ainda estudam a proposta.

Reações e perspetivas

Trump criticou a instituição, mas Haq indicou que a ONU trabalha para melhorar o funcionamento do Conselho de Paz. A organização afirmou que continuará a promover a paz, respeitando o direito internacional e buscando soluções duráveis para os conflitos.

A ONU mantém o foco no cumprimento da Carta das Nações Unidas e no enfrentamento das causas profundas dos conflitos, sem incentivar posições políticas ou mudanças rápidas de regime.

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