- Homenagem nacional às vítimas do acidente ferroviário de Adamuz realiza-se a 31 de janeiro em Huelva, Andaluzia, com a presença do presidente do governo, Pedro Sánchez.
- A XXXVI Cimeira Luso-Espanhola, marcada para 29 de janeiro em Huelva, foi adiada devido aos trágicos acontecimentos.
- A Guarda Civil confirma dois desaparecidos ainda por encontrar em Adamuz; o balanço aponta 43 mortos.
- As buscas, dificultadas pela chuva, concentram-se no comboio Alvia, com as duas primeiras carruagens parcialmente destruídas e removidas com cuidado.
- O Sindicato dos Maquinistas Ferroviários anuncia greve setorial de 9 a 11 de fevereiro para exigir medidas de segurança; 122 pessoas ficaram feridas, 37 continuam internadas.
Uma homenagem nacional às vítimas do acidente ferroviário de Adamuz realiza-se a 31 de janeiro em Huelva, na Andaluzia. O anúncio foi feito pelo gabinete do primeiro-ministro espanhol, com Pedro Sánchez a estar acompanhado pelo presidente regional, Juan Manuel Moreno, do Partido Popular.
A cimeira Luso-Espanhola, prevista para 29 de janeiro em Huelva, foi adiada devido aos trágicos acontecimentos. O gabinete do primeiro-ministro português confirmou a mudança de agenda, sem avançar nova data.
Foram contabilizados 43 corpos entre as vítimas no local, e 45 pessoas continuam dadas como desaparecidas. Os operacionais trabalham para localizar as duas pessoas ainda por encontrar, afirmou o major-general Luis Ortega, da Guarda Civil da Andaluzia.
As buscas enfrentam dificuldades relacionadas com as condições meteorológicas, com chuva a dificultar o trabalho no terreno. As operações concentram-se no comboio Alvia, que ficou parcialmente desmontado após o choque.
O incidente ocorreu no domingo, por volta das 19:45 locais, em Adamuz, Córdoba. Um comboio da empresa Iryo, entre Málaga e Madrid, descarrilou e as carruagens invadiram a via oposta, encontrando-se 20 segundos depois com outro comboio da Renfe, Alvia, Madrid-Huelva.
Segundo o relatório oficial, as duas primeiras carruagens do Alvia foram lançadas para fora dos carris e permaneceram presas numa vala de cerca de quatro a cinco metros de profundidade. A remoção dos vestígios requer maquinaria pesada e desmontagem cuidadosa.
Quase 122 pessoas seguiram para hospitais com ferimentos, 37 permanecem internadas. As causas do descarrilamento continuam a ser investigadas pela autoridade competente, com a maior operação de resgate ainda em curso.
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