- O grupo, composto por cinco arguidos, está a ser julgado no Porto por furtos, furtos qualificados, roubos violentos e crimes de auxílio material, relacionados com ataques a postos de gasolina na Área Metropolitana do Porto em 2024.
- Dois arguidos estão com pulseira eletrónica e obrigação de permanência no domicílio, dois estão em prisão preventiva (um no Estabelecimento Prisional de Braga e outro em Custoias).
- Na primeira sessão, ouvida nesta quarta-feira, dois dos cinco arguidos admitiram ter participado em furtos de viaturas e em ações que incluem emboscadas a funcionárias de postos e deslocação de material roubado.
- A PSP indicou que, na altura do desmantelamento, terão furtado pelo menos seis viaturas para realizar quatro roubos, atuando de forma organizada e com estudo prévio de rotas.
- O julgamento continua na quinta-feira, com a continuação das declarações dos arguidos, que têm idades entre os 32 e os 41 anos e profissões associadas à mecânica.
O grupo acusado de furtar viaturas para realizar roubos violentos na Área Metropolitana do Porto começou hoje a ser julgado no Porto. O processo envolve cinco arguidos, com penas distintas, investigados por furtos, furtos qualificados, roubos violentos e crimes de auxílio material.
Segundo a PSP, o desmantelamento ocorreu em dezembro de 2024. O grupo terá furtado pelo menos seis viaturas para realizar quatro roubos, atuando de forma organizada, com trajetos estudados e meios técnicos, direcionando as ações para funcionários de postos de combustível.
Em julgamento
No Tribunal de S. João Novo, no Porto, dois arguidos admitiram parte das acusações, negando ser o cabeça do grupo. Os outros três presentes negaram a liderança, mas admitiram alguns crimes, incluindo furtos de viaturas e o conhecimento prévio da atividade criminosa.
Entre as pessoas indicadas pela PSP, há jovens com idades entre 32 e 41 anos, com formação ligada à mecânica. Dois envolvidos cumprem prisão preventiva, um está no Estabelecimento Prisional de Braga e o outro em Custoias, enquanto os restantes cumprem pulseira eletrónica com obrigação de permanência em casa.
Durante a audiência, ficou claro que as ações contaram com apoio técnico e com colaboradores que participavam na desmontagem dos objetos furtados e no transporte de material roubado. Um dos arguidos descreveu a operação como uma fase difícil da vida, sem obter retorno financeiro.
O debate prossegue amanhã com a continuação da audição dos arguidos e o desenrolar de eventuais depoimentos adicionais. O processo mantém-se sob segredo de justiça.
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