- A Fundação Cupertino de Miranda, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto Moreira Salles (Brasil) celebram o centenário de nascimento de Fernando Lemos, nascido em 1926 em Lisboa.
- A exposição “As imagens que nos olham: Fernando Lemos” reúne oitenta fotografias e fica patente a partir de 23 de janeiro até 13 de setembro, passando depois por Évora e Tavira.
- O projeto “Cadavre Exquis” desafia oitenta personalidades a conceber uma fotografia a partir da obra de Lemos; a mostra estará na Fundação Cupertino de Miranda de 25 de setembro a janeiro de 2027.
- Em Évora, a exposição passa entre 28 de março e 8 de novembro de 2026; em Tavira, no Palácio da Galeria, entre 14 de novembro de 2027 e 3 de abril de 2027.
- A iniciativa inclui ciclos de conversas, um documentário sobre o artista, divulgação da poesia de Lemos via rádio e podcast, catálogos, visitas e masterclasses para estudantes; a Desocultação do Instituto Moreira Salles decorrerá entre setembro de 2026 e janeiro de 2027.
A Fundação Cupertino de Miranda, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto Moreira Salles (Brasil), assinalam o centenário de Fernando Lemos com uma exposição e novas iniciativas. O programa arrancou esta terça-feira, em Portugal, e segue até setembro.
Fernando Lemos, nascido em Lisboa em 1926, destacou-se pela fotografia e pelo desenho. Entre 1949 e 1952 produziu um conjunto significativo de imagens de personalidades da época, incluindo Sophia de Mello Breyner, Jorge de Sena e Vieira da Silva. A curadoria destacada pela Fundação sublinha o carácter escultório das obras.
A mostra principal, com 80 fotografias, é apresentada pela primeira vez no acervo da própria Fundação Cupertino de Miranda. A exposição fica patente de 23 de janeiro a 13 de setembro deste ano, com rota prevista para Évora e Tavira.
Exposição principal em Portugal
A mostra é descrita pela organização como uma construção de memória, com fotografias que revelam uma aproximação entre luz, sombra e pensamento. António Feijó, da Gulbenkian, marcou presença na apresentação, ao lado de João Fernandes, do Instituto Moreira Salles, e de Pedro Álvares Ribeiro, da Fundação Cupertino de Miranda.
Para além da exposição, o projeto Cadavre Exquis reúne 80 personalidades de várias áreas para criar fotografias a partir da obra de Lemos. Estão previstas exibições em setembro e entre outubro de 2024 e janeiro de 2027, em locais como a Fundação.
Passagens futuras e itinerário
A exposição seguirá para Évora, no Palácio de Genebra, onde ficará entre 28 de março e 8 de novembro de 2026. Em Tavira, no Palácio da Galeria, a mostra está agendada entre 14 de novembro de 2026 e 3 de abril de 2027.
A organização planeia, ainda, um ciclo de conversas, a exibição de um documentário de Jorge Silva Melo, a divulgação da poesia de Lemos via rádio e podcast, e a produção de catálogos que registam as obras. Haverá visitas orientadas e masterclasses para estudantes.
Desdobramentos culturais
Entre as iniciativas destacadas encontra-se uma proposta de “Desocultação” do Instituto Moreira Salles, para estudar o arquivo de Fernando Lemos entre setembro de 2026 e janeiro de 2027. O objetivo é ampliar conhecimento sobre a diversidade da sua produção.
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