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Fragilidades tecnológicas atrasam previsões do tempo em Moçambique

Fragilidades tecnológicas atrasam análise no Inam, atrasando alertas de cheias e ciclones em Moçambique e impactando comunidades

Fragilidades tecnológicas atrasam previsões de tempo em Moçambique
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  • O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) de Moçambique admite demorar cerca de três horas a analisar informações antes de emitir alertas e previsões, por fragilidades tecnológicas, numa altura de cheias generalizadas.
  • O atraso persiste mesmo com monitorização de fenómenos como ciclones; com um sistema único automatizado, o tempo poderia reduzir-se para uma hora para emitir o alerta.
  • O Inam emitiu hoje um aviso amarelo devido à aproximação de uma depressão tropical, que pode provocar chuva moderada a forte e ventos com rajadas até 70 quilómetros por hora, afetando sobretudo o sul e com o estado do mar agitado.
  • Segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), morreram 114 pessoas nesta época de chuvas, existem 6 desaparecidos, 99 feridos e quase 680 mil afetadas, com 677.831 pessoas afetadas até 19 de janeiro.
  • Ao longo da época, 72 centros de acolhimento permanecem ativos, com 88.525 pessoas, e há operações de resgate em curso com cerca de uma dezena de meios aéreos; em Maputo, Nove N1 e N2 permanecem intransitáveis devido ao aumento das águas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) de Moçambique admitiu que demora cerca de três horas a analisar informações antes de emitir alertas e previsões, devido a fragilidades tecnológicas. O atraso ocorre numa altura de cheias generalizadas no país.

A gestão do Inam explicou que a monitorização de um ciclone tropical requer cuidado e a informação está num sistema único, o que pode exigir menos tempo com melhorias. O objetivo é antecipar impactos no terreno.

A declaração ocorreu à margem do lançamento de um projeto com a Finlândia e evidencia que as limitações tecnológicas prejudicam a emissão atempada de avisos.

Aviso amarelo por depressão tropical

O Inam emitiu hoje um aviso amarelo com a aproximação de uma depressão tropical, que deverá provocar chuva e ventos fortes no sul. O país registra já cheias generalizadas e populações isoladas.

O alerta prevê chuva moderada a forte e ventos com rajadas de até 70 km/h, com agitação do estado do mar e ondas até quatro metros. Nos distritos costeiros, rajadas são esperadas na Maputo, Gaza e Inhambane.

De acordo com o Inam, a depressão está no Canal de Moçambique, contribuindo para as condições adversas na região. O balanço oficial aponta já 114 mortos na época das chuvas, mais seis desaparecidos, 99 feridos e quase 680 mil afetados, segundo o INGD.

Segundo a base de dados do INGD, entre 1 de outubro e 19 de janeiro já foram afetadas 677.831 pessoas, em 141.818 famílias. Há 11.367 casas parcialmente destruídas e 4.910 totalmente destruídas.

Situação das pessoas afetadas e operações

Até 19 de janeiro, 83 centros de acomodação estavam abertos; 72 permanecem ativos, acolhendo 88.525 pessoas, incluindo 58.616 retiradas de zonas evacuadas. As operações de resgate continuam, condicionadas pelas condições climáticas.

Em Maputo e Gaza, sul do país, centenas de famílias mantêm-se sitiadas. Algumas recorrem a telhados para sobreviver enquanto as barragens, inclusive de países vizinhos, continuam a descarregar devido à escassez de capacidade.

Estão envolvidos cerca de uma dezena de meios aéreos nas operações de resgate e assistência, com esforços contínuos para alcançar as comunidades isoladas devido às inundações. O tempo continua a influenciar a evolução das ações no terreno.

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