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Bloco de Esquerda questiona Governo por abate de 508 sobreiros em Oliveira do Hospital

Bloco de Esquerda questiona Governo sobre abate de 508 sobreiros para projeto fotovoltaico em Oliveira do Hospital, apontando impactos ambientais e riscos de incêndio

Sonae Arauco vai realizar conferência de imprensa sobre polémica dos painéis solares em Oliveira do Hospital
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  • O Bloco de Esquerda questiona o Governo sobre a autorização de abate de 508 sobreiros em Oliveira do Hospital para permitir um projeto de painéis fotovoltaicos da Sonae Arauco, considerado um erro ambiental e político.
  • O projeto prevê a destruição de 172 sobreiros adultos e 336 jovens para viabilizar uma unidade de autoconsumo fotovoltaico.
  • O partido acusa o ato de (greenwashing), defendendo que a transição energética está a ser usada para sacrificar património natural e biodiversidade em benefício de interesses privados.
  • A defesa técnica aponta que os sobreiros atuam como barreiras naturais contra o fogo, havendo preocupação com a segurança pública ao remover caminhos florestais essenciais para combate a incêndios.
  • O Bloco questiona por que não foram consideradas alternativas num raio de cinco quilómetros e como o Governo justifica a utilização do estatuto de utilidade pública, sem descurar a proteção de áreas classificadas.

O Bloco de Esquerda questionou hoje o Ministério do Ambiente e da Energia sobre a autorização de abate de 508 sobreiros em Oliveira do Hospital. A decisão de atribuir o estatuto de utilidade pública a um projeto de painéis fotovoltaicos da Sonae Arauco é acusada de subverter a proteção de uma espécie símbolo nacional.

Segundo o bloco, o projeto implica a destruição de 172 sobreiros adultos e 336 jovens, para viabilizar uma unidade de autoconsumo elétrico. A crítica aponta para um possível greenwashing, em que a transição energética justifica perdas de património natural.

O partido sustenta que o sobreiro atua como uma árvore bombeira, mantendo humidade do solo e fortalecendo a resiliência contra o fogo. Em Oliveira do Hospital, a retirada destes recursos naturais aumenta o risco de incêndio e compromete caminhos de combate às chamas.

Afirmam ainda que há alternativas viáveis dentro de um raio de cinco quilómetros que não exigiriam o abate de povoamentos protegidos nem o impacto paisagístico na encosta do Vale do Alva.

Questões apresentadas

Por que não foram consideradas as opções de localização a menos de cinco quilómetros que evitariam o abate?

Como justifica a utilização do estatuto de utilidade pública para o abate de 508 sobreiros, ignorando o papel das árvores como barreiras contra o fogo?

Como assegura o Governo a segurança das populações face à eliminação de caminhos florestais essenciais ao combate aos incêndios?

O Bloco de Esquerda afirma que o Estado não pode abdicar da proteção de áreas classificadas por contrapartidas financeiras ou por reflorestação que não substitui o valor ecológico da floresta adulta.

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