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Associação acusa Estado de sustentar exploração mineira

Associação acusa o Estado de legitimar a mina de lítio em Boticas com 110 milhões de euros, agravando a carência de serviços públicos locais

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  • A associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) acusa o Estado de financiar e sustentar a mina de lítio de Covas do Barroso, em Boticas, com 110 milhões de euros.
  • A Savannah Lithium anunciou um apoio financeiro de até 110 milhões de euros pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), em representação do Estado, para o projeto.
  • O anúncio ocorreu após a assinatura do contrato de investimento, em Sines, com a presença do primeiro-ministro Luís Montenegro, e envolveu outras empresas, como CALB Europe e Topsoe Battery Materials.
  • A UDCB afirma que o investimento público legitima um projeto que pode afetar a região, citando pareceres de autoridades e críticas sobre as avaliações ambientais e participação pública.
  • A mina, que já tem DIA favorável condicionada desde 2023, prevê iniciar obras em 2026 e produção em 2028, segundo o projeto da Savannah.

A Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) acusa o Estado de financiar e sustentar a mina de lítio de Covas do Barroso, em Boticas, com 110 milhões de euros. A denúncia surge após o anúncio do apoio financeiro à Savannah Lithium pela AICEP, em representação do Governo.

A UDCB afirma que, numa região com carência de serviços, o investimento compromete a vida das comunidades locais e o seu futuro. Maria Loureiro, citada no comunicado, diz que há falta de hospital, escola e maternidade próximas, o que agrava a dependência da região.

A empresa Savannah Lithium anunciou o apoio financeiro de até 110 milhões de euros, por meio da AICEP, para a mina no Barroso. A assinatura do contrato ocorreu em Sines, com a presença do primeiro-ministro Luís Montenegro, e envolveu outras empresas da cadeia de fornecimento.

Contexto e críticas da associação

A UDCB sustenta que o apoio estatal legitima uma iniciativa privada com impactos graves na região, que já recebeu críticas de órgãos nacionais e internacionais. O Ministério Público terá defendido a nulidade da DIA do projeto, segundo o grupo.

Francisco Venes, da UDCB, acusa avaliações ambientais de serem apressadas e incompletas, sem contemplar riscos para ambiente e saúde. O grupo afirma que o Governo prefere interesses privados em vez de salvaguardar as comunidades locais.

A associação promete continuar a resistir ao projeto e a defender o património regional. A Savannah Lithium mantém a meta de iniciar obras em 2026 e produção em 2028, após uma DIA favorável condicionada em 2023.

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