- Inam emitiu alerta amarelo devido à aproximação de uma depressão tropical no Canal de Moçambique, com chuva moderada a forte e rajadas de vento até 70 quilómetros por hora, além de ondas de até quatro metros, afetando Maputo, Gaza e Inhambane.
- A depressão ocorre quando Moçambique enfrenta cheias generalizadas; já foram registados 114 mortos, 6 desaparecidos e 99 feridos, com quase 680 mil pessoas afetadas.
- Até ao momento, 677.831 pessoas (141.818 famílias) foram afetadas, com 11.367 casas parcialmente destruídas e 4.910 totalmente destruídas.
- Infraestruturas dispersas também foram atingidas: 318 escolas, 56 unidades sanitárias e 44 casas de culto afetadas; 2.515 quilômetros de estradas danificadas e 193 postes de eletricidade tombados.
- O Governo mantém ações de resgate em curso; Gaza está cerca de 40% submersa, distritos de Maputo também inundados, e um centro de coordenação nacional continua em funcionamento.
O Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique (Inam) emitiu, nesta quarta-feira, um aviso amarelo devido à aproximação de uma depressão tropical. O fenómeno deverá provocar chuva moderada a forte e ventos intensos no sul do país, já fustigado por cheias generalizadas e populações sitiadas. O aviso mantém-se até ao final do dia.
A depressão situa-se no Canal de Moçambique e pode agitar o estado do mar, com ondas até quatro metros e rajadas de vento de até 70 km/h. Os distritos costeiros de Maputo, Gaza e Inhambane são os mais afetados, segundo o Inam.
Dados oficiais do INGD indicam que o balanço da época das chuvas ascende a 114 mortos, com seis desaparecidos, 99 feridos e quase 680 mil pessoas afetadas. Os números referem ao período desde 1 de outubro até 19 de janeiro.
Até ao momento, 677.831 pessoas, em 141.818 famílias, foram afetadas. Houve 11.367 casas parcialmente destruídas e 4.910 totalmente destruídas, agravando o cenário de cheias em várias regiões do país.
O Governo informou que, até sexta-feira, já eram 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas, com o subsequente reconhecimento de alerta vermelho. Desde 21 de dezembro, o INGD contabiliza 13 mortos.
Dos 83 centros de acomodação abertos, 72 continuam ativos, acolhendo 88.525 pessoas, incluindo 58.616 retiradas das áreas evacuadas. Os dados são do INGD e refletem a evolução recente do fenómeno.
Além disso, registam-se 56 unidades sanitárias, 44 casas de culto, 318 escolas e 7 pontes afetadas. Estradas, aquedutos, postes de eletricidade e áreas agrícolas também sofreram prejuízos de grande escala.
O INGD aponta 165.841 hectares de área agrícola afetados, com 75.769 hectares considerados perdidos, impactando 112.570 agricultores. A morte de 61.627 cabeças de gado já foi confirmada.
A projeção indica que cerca de 40% da província de Gaza está submersa, com distritos de Maputo também inundados. Pelo menos 152 quilómetros de estradas nacionais sofrem destruição.
Nesta quarta-feira prosseguem ações de resgate para centenas de famílias ainda sitiadas, algumas a permanecerem em telhados. Os trabalhos decorrem com o recurso a uma dezena de meios aéreos, condicionados pelas condições climáticas.
Em Maputo, as estradas Nacional 1 e Nacional 2 continuam intransitáveis pela subida das águas, dificultando o acesso a várias zonas afetadas. As autoridades mantêm o centro de coordenação nacional em funcionamento.
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