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Alerta de nova depressão tropical em altura de cheias

Depressão tropical aproxima-se de Moçambique, com chuva moderada a forte e ventos até 70 km/h, agravando cheias que já ceifaram 114 vidas e afetam centenas de milhares

Na base improvisada no bairro 03 de Fevereiro, norte de Maputo, os helicópteros não param, com mantimentos para centenas de sitiados pelas cheias, em Manhiça, Moçambique, 20 de janeiro de 2026. As autoridades moçambicanas admitem que a gravidade destas cheias, que resultam de vários dias de forte chuva, que obrigaram à descarga de barragens, em Moçambique e nos países vizinhos, já será semelhante às de 2000.
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  • Inam emitiu alerta amarelo devido à aproximação de uma depressão tropical no Canal de Moçambique, com chuva moderada a forte e rajadas de vento até 70 quilómetros por hora, além de ondas de até quatro metros, afetando Maputo, Gaza e Inhambane.
  • A depressão ocorre quando Moçambique enfrenta cheias generalizadas; já foram registados 114 mortos, 6 desaparecidos e 99 feridos, com quase 680 mil pessoas afetadas.
  • Até ao momento, 677.831 pessoas (141.818 famílias) foram afetadas, com 11.367 casas parcialmente destruídas e 4.910 totalmente destruídas.
  • Infraestruturas dispersas também foram atingidas: 318 escolas, 56 unidades sanitárias e 44 casas de culto afetadas; 2.515 quilômetros de estradas danificadas e 193 postes de eletricidade tombados.
  • O Governo mantém ações de resgate em curso; Gaza está cerca de 40% submersa, distritos de Maputo também inundados, e um centro de coordenação nacional continua em funcionamento.

O Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique (Inam) emitiu, nesta quarta-feira, um aviso amarelo devido à aproximação de uma depressão tropical. O fenómeno deverá provocar chuva moderada a forte e ventos intensos no sul do país, já fustigado por cheias generalizadas e populações sitiadas. O aviso mantém-se até ao final do dia.

A depressão situa-se no Canal de Moçambique e pode agitar o estado do mar, com ondas até quatro metros e rajadas de vento de até 70 km/h. Os distritos costeiros de Maputo, Gaza e Inhambane são os mais afetados, segundo o Inam.

Dados oficiais do INGD indicam que o balanço da época das chuvas ascende a 114 mortos, com seis desaparecidos, 99 feridos e quase 680 mil pessoas afetadas. Os números referem ao período desde 1 de outubro até 19 de janeiro.

Até ao momento, 677.831 pessoas, em 141.818 famílias, foram afetadas. Houve 11.367 casas parcialmente destruídas e 4.910 totalmente destruídas, agravando o cenário de cheias em várias regiões do país.

O Governo informou que, até sexta-feira, já eram 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas, com o subsequente reconhecimento de alerta vermelho. Desde 21 de dezembro, o INGD contabiliza 13 mortos.

Dos 83 centros de acomodação abertos, 72 continuam ativos, acolhendo 88.525 pessoas, incluindo 58.616 retiradas das áreas evacuadas. Os dados são do INGD e refletem a evolução recente do fenómeno.

Além disso, registam-se 56 unidades sanitárias, 44 casas de culto, 318 escolas e 7 pontes afetadas. Estradas, aquedutos, postes de eletricidade e áreas agrícolas também sofreram prejuízos de grande escala.

O INGD aponta 165.841 hectares de área agrícola afetados, com 75.769 hectares considerados perdidos, impactando 112.570 agricultores. A morte de 61.627 cabeças de gado já foi confirmada.

A projeção indica que cerca de 40% da província de Gaza está submersa, com distritos de Maputo também inundados. Pelo menos 152 quilómetros de estradas nacionais sofrem destruição.

Nesta quarta-feira prosseguem ações de resgate para centenas de famílias ainda sitiadas, algumas a permanecerem em telhados. Os trabalhos decorrem com o recurso a uma dezena de meios aéreos, condicionados pelas condições climáticas.

Em Maputo, as estradas Nacional 1 e Nacional 2 continuam intransitáveis pela subida das águas, dificultando o acesso a várias zonas afetadas. As autoridades mantêm o centro de coordenação nacional em funcionamento.

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