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Porto atribuiu 300 habitações sociais por ano ao longo de quatro anos

Câmara do Porto atribuiu cerca de 300 habitações sociais por ano nos últimos quatro anos, total de 1.212, segundo a vereadora Gabriela Queiroz

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  • Ao longo dos últimos quatro anos, a Câmara do Porto, através da Domus Social, atribuiu trezentas habitações sociais por ano, perfazendo mais de mil e duzentas no total (novas e transferências).
  • Em matéria de despejos, foram instruídos cento e oitenta e oito processos, principalmente por não-utilização de habitação, uso contrário à lei ou indevido.
  • O parque público habitacional da cidade abriga 28.180 munícipes em 12.409 habitações, com renda média de setenta e sete euros.
  • A habitação acessível já conta com quatrocentos e sete fogos, esperando-se acrescentar duzentos este ano.
  • O presidente da câmara, Pedro Duarte, afirmou que o problema da cidade não é a falta de habitação, mas a falta de habitação a preços acessíveis, defendendo políticas seletivas em vez de massivas.

A Câmara do Porto, através da empresa municipal Domus Social, atribuiu cerca de 300 habitações sociais por ano nos últimos quatro anos. A informação foi apresentada pela vereadora com o pelouro da Habitação, Gabriela Queiroz, na reunião da Assembleia Municipal.

Segundo a vereadora, foram atribuídas mais de 1200 habitações no período, entre novas atribuições e transferências, com uma média anual de cerca de 300. Em relação a despejos, foram instruídos 188 casos nos últimos quatro anos, a maioria por motivos como não-utilização, uso contrário à lei ou indevida ocupação.

A sessão da Assembleia Municipal foi potestativa, convocada pela CDU, com o tema único habitação: emergência social, imperativo constitucional. Foram ainda apresentadas 27 moções e propostas de vários grupos representados no órgão.

O Observatório de Habitação Social do Município indica que 28.180 munícipes vivem no parque público, distribuídos por 12.409 habitações, com renda média de 77,06 euros. No que toca à habitação acessível, o município já dispõe de 407 fogos, com a expectativa de acrescentar 200 este ano.

O presidente da autarquia, Pedro Duarte, explicou que o Porto tem um problema de habitação diferente de outras cidades, centrando-se na disponibilidade a preços comportáveis. O autarca afirmou que a cidade continuará atrativa, defendendo políticas seletivas em vez de ações massivas.

Sobre o edificado dos bairros sociais, Duarte reconheceu o investimento significativo realizado nos últimos anos, mas indicou a necessidade de olhar para o espaço público envolvente e investir também nessas áreas.

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