- Um grupo de 19 homens e cinco mulheres é acusado pelo Ministério Público de ter furtado pelo menos 250 carros de aluguer em Portugal e noutros países europeus, durante cerca de um ano, com lucro superior a 21 milhões de euros.
- O núcleo da rede foi criado por quatro imigrantes brasileiros, incluindo João Maciel, considerado o cabecilha, em meados de 2023; o grupo contava com membros responsáveis pelo aluguer, obtenção de documentos e pagamentos.
- Após alugarem as viaturas, os alegados removiam o rastreador GPS e enviavam os carros para o estrangeiro; a PSP recuperou veículos em Espanha, França, Dakar e Gâmbia.
- João Maciel é o arguido com mais crimes imputados — 215 burlas qualificadas, estimadas em 2,5 milhões de euros; apenas mais um arguido está em prisão preventiva.
- O julgamento deve arrancar em breve no Campus de Justiça, em Lisboa; o MP solicita a apreensão de 16,8 milhões de euros dos quatro principais arguidos, com o restante valor repartido pelos outros vinte.
- O caso teve início com um teste de atividade criminosa de Maciel, em 2 de janeiro de 2024, quando alugou um carro num rent-a-car de Lisboa e a viatura permanece desaparecida.
Um grupo de 19 homens e cinco mulheres está a ser acusado pelo Ministério Público de integrar uma rede que, durante cerca de um ano, furtou pelo menos 250 carros de aluguer em Portugal e noutros países europeus. As viaturas eram transformadas e vendidas noutros mercados europeus e africanos. O MP solicita a apreensão de bens resultantes da atividade criminosa, acima de 21 milhões de euros. O julgamento deverá arrancar em breve no Campus de Justiça, em Lisboa. O grupo inclui 19 brasileiros, três portugueses, um moldavo e um guineense.
De acordo com o despacho de acusação, o grupo foi constituído por quatro imigrantes brasileiros, liderados por João Maciel, de 32 anos, já em prisão preventiva desde maio de 2025. A cúpula recrutou mais membros, cada um com funções específicas: aluguer de viaturas, obtenção de documentos e gestão de pagamentos. A operação tinha coordenação para desativar rastreadores GPS dos automóveis.
Após a obtenção das viaturas, os suspeitos removiam oGPS, o que impedia a localização pela empresa proprietária. Seguia-se o envio das viaturas para o estrangeiro, com recuperações pela PSP em Espanha, França, Dakar e Gâmbia. João Maciel responde por centenas de casos de burla qualificada, com prejuízo estimado em 2,5 milhões de euros; apenas mais um arguido está em prisão preventiva.
Apreensão e lucros
O MP propõe a apreensão de 16,8 milhões de euros em proveitos crimininos aos quatro principais arguidos. Os restantes 20 membros terão uma participação que excede quatro milhões de euros, segundo a acusação. O processo descreve lucros significativos obtidos com o esquema.
Primeiro teste em Lisboa
O primeiro episódio descrito pela acusação ocorreu a 2 de janeiro de 2024, quando João Maciel alugou um carro por três dias num rent-a-car de Lisboa; a viatura permanece desaparecida. A investigação da PSP identificou outras viaturas já em território estrangeiro.
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