- O Exército sírio recapturou oitenta e um jihadistas do Daesh na prisão de Shaddadi, em Hasaké, embora dezenas continuem em fuga.
- Os confrontos entre as Forças Democráticas Sírias (SDF) e as forças do Governo levaram à fuga de cento e vinte combatentes do Daesh.
- O Exército sírio decretou recolher obrigatório na cidade de Shaddadi para efetuar operações de captura.
- As SDF criticaram o papel das forças pró-Damasco e a coalizão internacional por não impedir a fuga, enquanto o Exército sírio negou ataques às prisões de Al-Aqtan e Shaddadi.
- Comentários de analistas citados pela agência Rudaw indicam que os Estados Unidos permanecem em silêncio face ao risco de novos combatentes do Daesh surgirem na região.
Os militares sírios retomaram o controlo da prisão de Shaddadi, no nordeste da Síria, de onde tinham fugido 120 combatentes do Daesh. A operação ocorreu após confrontos entre forças pró-Damasco e milícias curdas, que geraram acusações mútuas sobre a autoria das fugas.
O Exército sírio anunciou ter recapturado 81 jihadistas através de operações de busca na cidade de Shaddadi e nas zonas vizinhas, segundo a agência Sana. Entretanto, dezenas de militantes continuam em fuga, e as autoridades decretaram recolher obrigatório na cidade para intensificar as buscas.
As forças Democráticas Sírias (SDF) tinham dito que a prisão ficou sob controlo de facções aliadas ao governo apenas no início da manhã de segunda-feira, após ataques atribuídos a forças fiéis a Damasco. Houve também críticas à atuação de aliados da coligação internacional.
Segundo a Sana, unidades do Exército, acompanhadas por forças especiais do Ministério do Interior, entraram em Shaddadi para realizar operações de captura direcionadas. As ações decorrem num contexto de tensões entre SDF e o Exército sírio, com correspondentes a Damasco a alegar falhas de cooperação.
A violência também atingiu outras prisões sob tutela de SDF, como Al-Aqtan, perto de Raqqa, onde confrontos foram descritos como perigosos. Ambos os lados acusam-se mutuamente de facilitar fugas, enquanto o governo sírio nega ataques contra Shaddadi e Al-Aqtan.
A comunidade internacional acompanha a evolução, com analistas a observar os impactos na segurança regional e no possível reaparecimento de redes do Daesh. A situação permanece tensa, sem confirmação de uma conclusão estável no nordeste sírio.
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