- A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse que os tempos de espera para a primeira observação reduziram este ano durante a epidemia da gripe e que o SNS está preparado para o que for necessário, em declarações no Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.
- Considerou que existem inverdades sobre o SNS e afirmou que houve melhorias, especialmente ao tornar as urgências mais eficazes para quem precisa.
- Referiu ainda que o excesso de mortalidade em Portugal é comparável a outros anos, não sendo um dado único deste período.
- O INSA mostrou que, na semana de 8 a 14 de dezembro (semana 50), a mortalidade por todas as causas ficou acima do esperado em várias regiões e entre pessoas com mais de 75 anos.
- Foram registados aumentos de infeções respiratórias graves, com maior impacto em idosos e crianças, e um crescimento de casos de gripe nos cuidados intensivos na mesma semana.
A ministra da Saúde afirmou que circulam algumas inverdades sobre o SNS e garantiu que houve redução no tempo de espera para a primeira observação durante a atual epidemia de gripe. Ana Paula Martins falou aos jornalistas no Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.
A governante disse que o SNS está preparado para o que for necessário e sublinhou melhorias no atendimento de urgência. Refutou a ideia de excesso de mortalidade em Portugal, afirmando que o país tem um excesso de mortalidade comparável a alguns outros anos.
A ministra destacou ainda que o percurso da gripe é longo e depende da evolução do frio. Reiterou que o SNS tem mostrado capacidade de resposta e valorizou o trabalho humano e abnegado dos profissionais de saúde. Não comentou sobre candidatos presidenciais.
Dados do INSA
O Boletim de vigilância epidemiológica do INSA, divulgado em dezembro, indica aumento de infeções respiratórias graves, sobretudo em idosos e crianças, com mais casos de gripe em cuidados intensivos na semana 50.
Na mesma semana, a mortalidade por todas as causas ficou acima do esperado para Portugal, com excedentes nas regiões Norte, Centro e Algarve, e entre pessoas com mais de 75 anos. Os dados refletem o impacto da epidemia.
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