- A ministra da Saúde disse que este ano os tempos de espera para a primeira observação no SNS diminuíram durante a epidemia da gripe.
- Ana Paula Martins afirmou, em Viana do Castelo, que circulam inverdades sobre o SNS e que o serviço está preparado para o que for necessário.
- Sobre mortalidade, reforçou que Portugal tem excesso de mortalidade comparável a alguns anos, nomeadamente 2022/2023.
- Em relação à gripe, afirmou que o percurso é longo e que é importante acompanhar a evolução do frio; o SNS tem melhorado, especialmente nas urgências.
- Dados do INSA indicam mortalidade acima do esperado na semana 50 (8 a 14 dezembro) e aumento de infeções respiratórias graves, com maior impacto em idosos, e reconhece excessos nas regiões Norte, Centro e Algarve.
O Ministério da Saúde confirmou que este ano houve redução dos tempos de espera para a primeira observação nos serviços do SNS, durante a epidemia de gripe. A ministra Ana Paula Martins afirmou que o SNS está preparado para responder às necessidades atuais.
A declaração foi feita aos jornalistas no Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo. A ministra destacou que houve melhorias em várias frentes, sobretudo na organização das urgências, para enfrentar situações de gravidade.
Ana Paula Martins respondeu a críticas sobre o SNS, recusando comentários sobre candidatos políticos. Garantiu que apontar apenas falhas não é construtivo e que o serviço tem, de facto, um trabalho de alta qualidade, feito com dedicação humana.
Dados epidemiológicos do INSA
O Boletim de vigilância epidemiológica do INSA apontou, em dezembro, um aumento de infeções respiratórias graves em Portugal, especialmente entre idosos e crianças. O documento indica também mais casos de gripe nos cuidados intensivos na semana 50.
Segundo o INSA, a mortalidade por todas as causas esteve acima do esperado na semana 50, com excessos nas regiões Norte, Centro e Algarve. Os dados mostram a maior pressão em pessoas com mais de 75 anos.
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