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Tempos de espera para a primeira observação diminuíram

Ministra da Saúde diz que os tempos de triagem no SNS melhoraram este ano; o SNS mostra-se preparado para a gripe, apesar do excesso de mortalidade

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, participa numa conferência de imprensa sobre o aumento da atividade gripal, promovida pelo Ministério da Saúde, Direção Executiva do SNS e a Direção Geral da Saúde, no ministério da Saúde, em Lisboa, 08 dezembro 2025. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
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  • A ministra da Saúde disse que este ano os tempos de espera para a primeira observação no SNS diminuíram durante a epidemia da gripe.
  • Ana Paula Martins afirmou, em Viana do Castelo, que circulam inverdades sobre o SNS e que o serviço está preparado para o que for necessário.
  • Sobre mortalidade, reforçou que Portugal tem excesso de mortalidade comparável a alguns anos, nomeadamente 2022/2023.
  • Em relação à gripe, afirmou que o percurso é longo e que é importante acompanhar a evolução do frio; o SNS tem melhorado, especialmente nas urgências.
  • Dados do INSA indicam mortalidade acima do esperado na semana 50 (8 a 14 dezembro) e aumento de infeções respiratórias graves, com maior impacto em idosos, e reconhece excessos nas regiões Norte, Centro e Algarve.

O Ministério da Saúde confirmou que este ano houve redução dos tempos de espera para a primeira observação nos serviços do SNS, durante a epidemia de gripe. A ministra Ana Paula Martins afirmou que o SNS está preparado para responder às necessidades atuais.

A declaração foi feita aos jornalistas no Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo. A ministra destacou que houve melhorias em várias frentes, sobretudo na organização das urgências, para enfrentar situações de gravidade.

Ana Paula Martins respondeu a críticas sobre o SNS, recusando comentários sobre candidatos políticos. Garantiu que apontar apenas falhas não é construtivo e que o serviço tem, de facto, um trabalho de alta qualidade, feito com dedicação humana.

Dados epidemiológicos do INSA

O Boletim de vigilância epidemiológica do INSA apontou, em dezembro, um aumento de infeções respiratórias graves em Portugal, especialmente entre idosos e crianças. O documento indica também mais casos de gripe nos cuidados intensivos na semana 50.

Segundo o INSA, a mortalidade por todas as causas esteve acima do esperado na semana 50, com excessos nas regiões Norte, Centro e Algarve. Os dados mostram a maior pressão em pessoas com mais de 75 anos.

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