- Moçambique regista 2.343 casos de cólera e 28 óbitos no último quadrimestre, com quase 600 casos e dois mortos na última semana.
- Distribuição por províncias: Nampula (1.079 casos; 13 mortes), Tete (885; 13 mortes) e Cabo Delgado (379; 2 mortes).
- Nas últimas 24 horas, foram registados 64 novos casos e 44 pessoas internadas; a letalidade subiu para 1,2%.
- O Governo pretende eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030, com um plano aprovado em 16 de setembro e um orçamento de 31 mil milhões de meticais.
- O ministro da Saúde, Ussene Isse, destacou que cerca de 70% dos óbitos ocorreram na comunidade, e sublinhou a necessidade de respeito pelas medidas de higiene; há 3,5 milhões de doses de vacinas disponíveis.
O surto de cólera em Moçambique já soma 2.343 casos nos últimos quatro meses, com 28 óbitos. O anúncio baseia-se no mais recente boletim diário da Direção Nacional de Saúde Pública.
Nos últimos 7 dias, quase 600 casos e dois óbitos foram registados, enquanto 64 novos casos ocorreram nas 24 horas anteriores ao fecho do boletim. A taxa de letalidade caiu de 1,5% para 1,2%.
Entre as províncias, Nampula registou 1.079 casos e 13 mortes, Tete tem 885 casos com 13 óbitos, e Cabo Delgado soma 379 casos com duas mortes. A distribuição reflete prioridades de resposta.
Resposta e medidas
O Ministro da Saúde, Ussene Isse, sublinhou que a cólera é um problema de saúde pública e apelou ao cumprimento de medidas de higiene para controlar a doença.
Foram recebidas cerca de 3,5 milhões de doses de vacinas para tratar e prevenir a cólera, com foco na educação das comunidades, já que ~70% das mortes ocorreram no meio comunitário.
O Governo define como objetivo eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030, investindo em água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, com ações multissetoriais baseadas em evidências.
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