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Quatro detidos por abate e porte de espécies proibidas em Moçambique

Quatro detidos por abate de leopardo e posse ilegal de espólio, e por 363 escamas de pangolim intercetadas, com venda pretendida a Maputo

Quatro detidos por abate e porte de espécies proibidas em Moçambique
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  • Quatro cidadãos moçambicanos foram detidos por abate e porte ilegal de espécies proibidas, no distrito de Dondo e no distrito de Caia, Sofala.
  • Dois dos detidos teriam abatido um leopardo, com posse da pele, mandíbula, 28 dentes e 10 unhas; o indiciado alegou ter encontrado o animal debilitado.
  • Os outros dois foram detidos em coordenação com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (Anac) e transportavam 363 escamas de pangolim, espécie proibida em Moçambique.
  • Os suspeitos pretendiam vender as peças por oito mil meticais (pele e dentes) e 250 mil meticais (escamas) a um suposto comprador na província de Maputo.
  • O Serviço de Investigação Criminal (Sernic) confirmou as detenções e que as diligências estão em curso.

Quatro cidadãos moçambicanos foram detidos por abate, posse ilegal de pele de leopardo e tentativa de venda de 363 escamas de pangolim, na província de Sofala. O anúncio foi feito pelo Serviço de Investigação Criminal (Sernic) hoje.

Dois dos detidos foram apanhados no distrito de Dondo, acusados de abatimento e de posse da pele, mandíbula, 28 dentes e 10 unhas do leopardo. Alega-se que o suspeito era caçador furtivo e encontrou o animal debilitado antes de o abater, com proposta de venda de oito mil meticais.

Os outros dois, em coordenação com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), transportavam as 363 escamas de pangolim, espécie protegida por lei em Moçambique. A venda apontada seria para Maputo, por cerca de 250 mil meticais.

O pangolim está entre as espécies mais traficadas do mundo e a caça, posse e venda são proibidas no país. O Sernic acrescenta que o objetivo era comercializar as partes para obtenção de lucro.

Detidos e envolvimento institucional

As autoridades indicam que o caso envolve crimes de abate ilegal de espécies protegidas e tráfico de animais silvestres, com colaboração entre o Sernic, a ANAC e serviços de segurança. Não foram divulgados mais detalhes sobre processos ou medidas judiciais.

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