- O número de mortos no acidente ferroviário entre Madrid e Huelva, em Adamuz (Córdova), subiu para 40.
- Há 41 feridos internados em vários hospitais da região, incluindo 12 em unidades de cuidados intensivos; uma menor de idade está entre os internados.
- Até agora foram dadas altas a 81 pessoas que receberam tratamento hospitalar. O total de feridos está estimado em cerca de 150, com gravidades diversas.
- O acidente ocorreu domingo, cerca das 19h45 (18h45 em Lisboa), envolvendo um comboio da Iryo (Málaga a Madrid) e outro da Renfe (Madrid a Huelva).
- O Governo espanhol decretou três dias de luto nacional; duas pessoas portuguesas estavam no local, uma está bem em casa e a outra encontra-se sob avaliação.
O número de mortos no acidente ferroviário em Córdoba, no sul de Espanha, subiu para 40. Ao todo, 41 feridos permanecem internados em hospitais da região, com 12 em unidades de cuidados intensivos, incluindo uma menor de idade.
O governo regional da Andaluzia confirmou que 81 pessoas já receberam alta após o atendimento médico. As autoridades estimam cerca de 150 feridos, com gravidades distintas, no acidente envolvendo dois comboios de alta velocidade.
As autoridades destacam que nenhum dos feridos corre risco de vida, segundo o presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno. O número de mortos ainda não é definitivo, conforme o ministro dos Transportes de Espanha.
Local do acidente e circunstâncias
Fontes policiais citadas pela EFE indicam que as operações para localizar corpos continuam no apeadeiro de Adamuz, junto à fronteira com Portugal. O trem entre Madrid e Huelva foi o principal atingido.
Pelo menos dois cidadãos portugueses estavam no comboio, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros à Lusa. Um permanece bem e em casa; o estado de saúde do outro ainda não está claro.
O acidente ocorreu por volta das 19h45, no domingo, em Adamuz, na província de Córdoba. Os trens envolvidos eram um Iryo, vindo de Málaga para Madrid, e um Renfe, de Madrid para Huelva.
Os três últimos carruagens do Iryo descarrilaram e invadiram a via que já era utilizada pelo Renfe. O choque aconteceu perto de uma área com subestação e ponto de mudança de agulhas.
Os dois primeiros vagões do Renfe caíram sobre um aterro de cerca de quatro metros. O Governo espanhol declarou três dias de luto nacional, de terça a quinta-feira.
Investigações e respostas
O primeiro-ministro Pedro Sánchez assegurou que as conclusões da investigação serão tornadas públicas com transparência. O episódio é qualificado como uma tragédia para o país. O foco atual é apurar as causas e responsabilidades.
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