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Ataques de gangues na Guatemala deixam 9 polícias mortos

Guatemala declara estado de emergência de trinta dias após ataques de gangues deixarem nove polícias mortos e prisões sob controlo

Ataques de gangues na Guatemala deixam 9 polícias mortos
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  • Ataques coordenados de gangues na Guatemala deixaram nove polícias mortos; o nono morreu hoje num hospital público.
  • O Presidente declarou estado de emergência em todo o território por 30 dias para reforçar a segurança.
  • A polícia retomou o controlo de três prisões onde dezenas de guardas estavam reféns, com resgate de reféns anunciado sem baixas.
  • Os motins ocorreram nas prisões Renovación Um (segurança máxima), Centro de Detenção Preventiva Zona 18 e Fraijanes II, com operações conjuntas do Ministério do Interior e da Defesa Nacional.
  • As gangues Barrio 18 e Mara Salvatrucha estão envolvidas no narcotráfico e na violência no país, que tem visto ataques a agentes e confrontos nas prisões.

Ainda não foram confirmadas as causas exatas dos ataques; as autoridades indicam que foram coordenados, ocorridos em diversas regiões do país durante o domingo, na sequência da retoma de três prisões.

O número de vítimas entre os agentes de segurança é de nove polícias, sendo oito no domingo e um último falecido hoje, num hospital público, após ter sido baleado enquanto conduzia uma mota.

A polícia informou que outro agente permanece em estado grave e está sob cuidados médicos. As operações seguem para estabilizar a situação nas estruturas envolvidas.

O Presidente guatemalteco, Bernardo Arévalo de León, decretou estado de emergência para 30 dias, com o objetivo de reforçar a proteção e a segurança em todo o território.

As autoridades anunciaram que três prisões foram retomadas pelo Governo, após os motins que envolviam dezenas de guardas reféns desde sábado, em centros prisionais do centro e sul do país.

Segundo o Presidente, as prisões Renovación 1, Centro de Detenção Preventiva Zona 18 e Fraijanes II ficaram sob controlo das forças de segurança, com os reféns libertados de forma considerada ilesa.

O estado de sítio também foi decretado por 30 dias, permitindo prisões sem mandado judicial, em resposta aos ataques e aos homicídios de agentes de segurança.

Foi descrita como operações conjuntas entre o Ministério do Interior e o Ministério da Defesa Nacional, que resultaram na libertação dos reféns e na recuperação de parte do controlo prisional.

Arévalo de León assegurou que não houve negociação com criminosos nem tolerância para ações terroristas, e frisou que as medidas não visam afetar a vida quotidiana nem a mobilidade dos cidadãos, além da suspensão das aulas.

As gangs Barrio 18 e Mara Salvatrucha, consideradas terroristas por vários órgãos oficiais, estão envolvidas no narcotráfico e no controlo de territórios, recorrendo à extorsão e à violência para impor domínio.

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