- Carmen Garcia, criadora portuguesa conhecida como ‘A Mãe Imperfeita’, foi alvo de perseguição e ameaças durante meses, que se estenderam à família, após defender a eutanásia num debate na SIC em 2022.
- A agressora, uma mulher do Seixal, enviou milhares de mensagens e e-mails para os locais de trabalho de Carmen, levando a medidas de segurança na escola dos filhos e ao uso de botões de pânico.
- A perseguição obrigou Carmen a cancelar apresentações e a recorrer às autoridades para reforçar a proteção da família.
- O Ministério Público considerou crime de perseguição agravada; o julgamento em dezembro resultou numa sentença de dois anos e quatro meses de prisão para a aggressora.
- Carmen Garcia tem mais de cem mil seguidores no Instagram e 188 mil no Facebook, tendo já sido candidata à Assembleia Municipal de Vendas Novas pela coligação PSD/CDS.
Carmen Garcia, conhecida nas redes como A Mãe Imperfeita, viu o pesadelo começar após defender a eutanásia num debate televisivo em 2022. A perseguição teve início com ameaças dirigidas à enfermeira e mãe de três filhos, crescentes e sem ligação prévia com a stalker.
Ao longo de meses, a criadora recebeu milhar de mensagens intimidatórias e ataques que obrigaram a cancelar apresentações. Mesmo após bloqueios online, a perseguidora enviava e-mails para locais de trabalho de Garcia, levando a medidas de segurança adicionais.
A família manteve-se em estado de alerta e recorreu às autoridades para reforçar a proteção na escola dos filhos e ativar dispositivos de pânico. Garcia descreveu o período como um “inferno” vivido em várias frentes.
Julgamento e condenação
O Ministério Público entendeu a existência de crime de perseguição agravada, após a avaliação do caso que correu em tribunal em dezembro. A acusada foi condenada a duas anos e quatro meses de prisão. A advogada de Garcia justificou a mudança de enquadramento para perseguição agravada no decorrer do processo.
A influenciadora, com mais de 100 mil seguidores no Instagram e 188 mil no Facebook, já tinha sido candidata à Assembleia Municipal de Vendas Novas pela coligação PSD/CDS. A notícia reforça a necessidade de proteção a a quem denuncia ameaças online que se prolongam no mundo real.
As autoridades portuguesas não divulgaram mais detalhes sobre a identidade da condenada nem sobre possíveis recursos, mantendo o foco na decisão judicial e no impacto na vida de Garcia e da sua família.
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