- O Tribunal Administrativo e Fiscal condenou o Hospital Padre Américo, em Penafiel, a pagar mais de 100 mil euros à família de Sara Moreira pela morte da jovem em 2013.
- Sara, com 19 anos, recorreu ao serviço de urgência dez vezes entre 19 de fevereiro de 2010 e 8 de janeiro de 2013 com dores de cabeça, vómitos e nervosismo, sem diagnóstico de tumor cerebral.
- O diagnóstico foi repetidamente de crises de ansiedade; foram prescritos diazepam e paracetamol, com consultas de psiquiatria agendadas, mas sem prova de participação da jovem.
- A autópsia revelou um tumor cerebral não diagnosticado; dois dias após a última ida ao hospital, Sara faleceu em casa; cinco médicos foram absolvidos num processo criminal.
- O hospital recorreu da decisão em 2025, remetendo o caso para o Tribunal Central Administrativo do Norte; a unidade sustenta ter acompanhado adequadamente a jovem e que os médicos continuam na instituição.
O Hospital Padre Américo, em Penafiel, foi condenado a pagar mais de 100 mil euros à família de Sara Moreira, jovem de 19 anos que morreu em 2013 após recorrer várias vezes à urgência sem diagnóstico de tumor cerebral. A decisão foi proferida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal.
Entre 19 de fevereiro de 2010 e 8 de janeiro de 2013, Sara Moreira deslocou-se dez vezes ao serviço de urgência com fortes dores de cabeça, vómitos e nervosismo. O diagnóstico permaneceu sempre como crises de ansiedade, com prescrição de diazepam e paracetamol.
Segundo o tribunal, houve falhas graves no acompanhamento clínico, incluindo falta de articulação entre serviços e ausência de exames complementares. Não há registo de convites para consultas de psiquiatria, apesar de existir marcação de algumas.
A autópsia revelou, após a morte, a verdadeira causa dos sintomas: um tumor cerebral não diagnosticado. O hospital já indicou que irá recorrer, com o processo a seguir para o Tribunal Central Administrativo do Norte, o que pode prolongar-se por anos.
A família tentou responsabilizar criminalmente os médicos, mas estes foram absolvidos no plano penal. O hospital sustenta ter atuado de forma adequada e mantém os médicos envolvidos na instituição.
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