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Epstein atraía jovens com promessa de educação universitária

Testemunhas afirmam que Epstein usou promessas de bolsas e admissões universitárias para atrair, controlar e silenciar jovens mulheres

Jeffrey Epstein
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  • Testemunhos de sobreviventes indicam que Epstein prometia acesso ao ensino superior para atrair, controlar e silenciar jovens mulheres, usando a educação como instrumento de abuso.
  • O testemunho de Rina Oh, artista de Nova Iorque, relata que Epstein se apresentava como filantropo ligado a universidades, oferecendo uma bolsa de estudo “sem quaisquer condições”.
  • Várias testemunhas dizem que Epstein prometia facilitar admissões na Universidade de Nova Iorque (NYU) e na Universidade de Columbia, chegando a pagar propinas ou organizar bolsas.
  • O congressista Jamie Raskin afirmou que tais práticas não eram acidentais, com Epstein a usar a promessa de educação para atrair vítimas e garantir o silêncio.
  • As ligações financeiras e administrativas ligadas a estas operações estão a ser investigadas, com questionamentos a NYU e Columbia sobre admissões, propinas e intermediários.

Jeffrey Epstein continua a ser alvo de investigações que demonstram uma teia de abuso sexual, poder e manipulação. Novo elemento surgido envolve a promessa de acesso ao ensino superior para aliciar, controlar e silenciar jovens mulheres.

Testemunhas relatam que a educação foi usada como pretexto. O foco recai sobre a promessa de bolsas e admissões em universidades de prestígio, apresentada por Epstein como forma de auxílios sem condições iniciais.

Diversas vítimas indicam que o apoio incluía facilidades para entrar em universidades, pagamento de propinas ou organização de bolsas, criando dependência financeira e psicológica.

Promessa de universidades e dependência

Entre os relatos, destaca-se o de Rina Oh, artista de Nova Iorque, que conheceu Epstein em 2000, aos 21 anos, ainda estudante de Artes. O material de referência aponta que Epstein se apresentava como filantropo com ligações a universidades conceituadas.

Oh afirma que houve uma bolsa de estudo oferecida sem condições, mas que a ajuda foi condicionada a cumprir esperanças e desejos de Epstein, levando mais tarde à retirada do apoio.

Outras testemunhas indicam que Epstein prometia facilitar admissões em NYU ou Columbia, chegando a pagar propinas ou organizar bolsas. Essa prática gerava uma relação de dívida e silêncio.

Investigações e respostas institucionais

O congressista Jamie Raskin, membro do comité judiciário, afirma que estas práticas não eram acidentais, mas estratégicas para atrair jovens para uma rede de exploração.

As ligações financeiras e administrativas estão a ser avaliadas, com NYU e Columbia a serem questionadas sobre admissões, propinas e intermediários envolvidos.

Várias sobreviventes descrevem uma intenção de infiltrar-se no meio académico, aproximando-se de professores e dirigentes. Ligações a Harvard e MIT vieram a público após a morte de Epstein, em 2019.

Contexto institucional e consequências

A exposição levou a demissões e a debates sobre ética, financiamento académico e responsabilidade institucional. Nada do que era oferecido era gratuito, funcionando como instrumento de controlo.

Ao retirar o apoio repentinamente, Epstein reforçava o medo, a dependência e o isolamento das vítimas, segundo os testemunhos. As investigações continuam a avançar.

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