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Organizações do Irão pedem reunião no Conselho de Direitos Humanos da ONU

Organizações pedem ao Conselho de Direitos humanos das Nações Unidas uma sessão especial sobre o Irão, face a assassinatos em massa e bloqueio de internet desde o oito de janeiro

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  • Quase cinquenta organizações iranianas e internacionais, incluindo a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch, solicitaram ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que convoque uma sessão especial sobre o Irão.
  • A sessão deverá abordar a escalada de assassinatos em massa de manifestantes e o bloqueio da Internet desde 8 de janeiro, alegadamente para ocultar graves violações dos direitos humanos.
  • Organizações como a Iran Human Rights indicam já 3.428 mortos, enquanto o líder supremo Ali Khamenei reconheceu “vários milhares” de mortos, atribuindo a culpa aos EUA e a Israel.
  • Cerca de 20.000 pessoas foram detidas desde 28 de dezembro, com protestos de grande escala a 8 e 9 de janeiro; há relatos de violência policial, prisões arbitrárias, desaparecimentos forçados e detenções de menores.
  • As organizações pedem uma resolução contundente e uma missão especial para investigar rapidamente os acontecimentos e exigir o fim da repressão e da impunidade.

Organizações iranianas e internacionais, entre elas a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch, pediram ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que convoque uma sessão especial sobre o Irão. O apelo foi feito em comunicado conjunto.

O grupo alerta para uma escalada de assassinatos em massa de manifestantes e para o bloqueio contínuo da Internet desde 8 de janeiro, alegadamente para ocultar graves violações dos direitos humanos. O pedido aponta para crimes de direito internacional praticados pelas autoridades iranianas.

Não é possível precisar o número real de mortos devido à bloqueio de comunicação, dizem as organizações. Contudo, a Iran Human Rights indica 3.428 mortes, enquanto o líder supremo Ali Khamenei reconhece “vários milhares” e responsabiliza EUA e Israel pelos distúrbios.

A IHRNGO indica que cerca de 20.000 pessoas foram detidas desde 28 de dezembro, data de início dos protestos contra o rial. O auge ocorreu a 8 e 9 de janeiro, com manifestações em todo o país.

Dados verificados por jornalistas, médicos e testemunhas citados no comunicado descrevem forças de segurança a disparar contra manifestantes desarmados, com armas de fogo, canhões de água e gás lacrimogéneo. Também há prisões arbitrárias e desaparecimentos.

Contexto internacional

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, disse estar horrorizado com os acontecimentos no Irão e pediu o fim da violência. A organização reiterou que a repressão pode violar normas internacionais de direitos humanos.

As organizações solicitam uma sessão especial para aprovar uma resolução firme que condene a violência e declare que a impunidade deve cessar. Elas também pedem uma missão especial para investigar com urgência os casos pendentes.

O objetivo é obter uma resposta clara do Conselho de Direitos Humanos da ONU, com mecanismos de monitorização e responsabilização, de modo a assegurar investigação independente e proteção aos direitos civis no Irão.

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