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Mais de 3 mil pessoas com casas inundadas no sul de Moçambique

World Vision Moçambique indica mais de três mil desalojados no sul do país; barragens da Gaza podem transbordar, forçando deslocações adicionais

Sul de Moçambique: equipa de resgate auxilia famílias com casas inundadas
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  • Mais de três mil pessoas têm as casas inundadas no distrito de Guijá, província de Gaza, sul de Moçambique, devido a chuvas intensas que se mantêm há mais de uma semana.
  • A localidade de Chinhacanine é a mais afetada, com perto de dois mil desalojados, e quase metade das vítimas são crianças.
  • A World Vision Moçambique planeia distribuir jerricans, baldes, cobertores, purificadores de água e promover proteção infantil, enquanto mobiliza recursos adicionais.
  • O balanço oficial aponta 103 mortes e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas; 1.160 casas foram destruídas e mais de 4.000 ficaram parcialmente inundadas.
  • O Governo declarou alerta vermelho nacional; a época de chuvas, de outubro a abril, prossegue com previsões de novas precipitações e risco de transbordo de barragens na província de Gaza.

Pelo menos 3.000 pessoas ficaram com as casas inundadas no distrito de Guijá, província de Gaza, sul de Moçambique, devido a chuvas intensas que caem há mais de uma semana, segundo a World Vision Moçambique.

A organização não governamental indica que o número de afetados continua a aumentar, com a região de Chinhacanine a ser a mais atingida, com perto de 2.000 desalojados. Quase metade são crianças.

As previsões apontam para continuidade das precipitações e possível transbordamento de barragens na região, o que pode levar mais famílias a procurarem refúgio em centros de acomodação.

A World Vision diz que pretende apoiar as famílias desalojadas com jerricãs, baldes, cobertores, purificadores de água e atividades de proteção à criança, mobilizando recursos adicionais.

Impacto e respostas

Até à última sexta-feira, o Governo indicou 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas, com 1.160 casas destruídas e mais de 4.000 parcialmente inundadas.

O porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, confirmou o balanço, sublinhando que o período de 22 de dezembro a 15 de janeiro de 2026 foi marcado por perdas humanas, elevando o total de vítimas da época para 103.

A atual época de chuvas começou em outubro e deve prolongar-se até abril, com foco de alertas para as zonas centro e sul. As autoridades têm implementado ações de antecipação a cheias e inundações.

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