- Autoridades curdas impuseram recolher obrigatório total na província de Raqqa, no norte da Síria, até novo aviso.
- As forças governamentais ameaçam bombardear posições curdas nessa região.
- O Exército sírio pediu aos civis que se afastem de locais militares em Raqqa, após tomada de controlo de localidades evacuadas.
- Tabqa, na província, ficou envolta numa zona militar fechada pelo Exército sírio; as FDS dizem que há combates violentos na região.
- Raqqa era a capital do grupo Estado Islâmico antes de ser derrotada pelas Forças Democráticas Sírias.
O governo curdo anunciou hoje um recolher obrigatório total na província de Raqqa, no norte da Síria, controlada pelas suas autoridades. A medida foi comunicada pelas autoridades curdas para lidar com a escalada do conflito na região, após avanços das forças governamentais.
Raqqa era conhecida como a antiga capital do grupo EI, antes de ter sido derrotada pelas Forças Democráticas Sírias, apoiadas pela coligação liderada pelos EUA. O recolherimento visa assegurar zonas sob controlo curdo na região.
Paralelamente, o Exército Sírio delimitou uma zona militar fechada ao redor da cidade de Tabqa, às margens do rio Eufrates, na província de Raqqa. A intenção é reforçar a presença militar na área.
Zona militar fechada em Tabqa e nova fase de combates
Mazloum Abdi, chefe das forças curdas, anunciou na sexta-feira a retirada das suas tropas de uma área entre Deir Hafer e o Eufrates, após reforços das forças governamentais. Hoje, as Forças Democráticas Sírias afirmaram enfrentar combates violentos com as forças governamentais.
Segundo as FDS, houve violação de um acordo na região de Tabqa, que não fazia parte do acordo inicial. O conflito no norte da Síria mantém-se marcado por disputas de controle entre forças curdas e o Exército Sírio.
A situação acontece num contexto de décadas de guerra civil na Síria, com a FDS a expandir territórios no norte e nordeste do país, mesmo após derrotar o EI. A presença internacional segue a acompanhar os desenvolvimentos na região.
Entre na conversa da comunidade