- Na semana de 5 a 11 de janeiro, Portugal registou menos casos de gripe e reduziu os internamentos em cuidados intensivos, mas a mortalidade por todas as causas continua acima do esperado.
- O Boletim do INSA aponta excessos de mortalidade em todas as regiões de Portugal continental, em ambos os sexos e entre quem tem mais de sessenta e cinco anos.
- Desde o início da época gripal, a 29 de setembro de 2025, foram notificadas 66.524 infeções respiratórias e identificados 13.244 casos de gripe.
- Na semana analisada, foram identificados 753 casos positivos de gripe, menos 587 face à primeira semana de janeiro (1.340).
- A taxa de infecção respiratória aguda grave (SARI) manteve-se estável, com 80 admissões reportadas e incidência de 10,3 por 100 mil habitantes; o grupo dos 65 ou mais anos é o mais afetado.
Portugal regista uma descida nos casos de gripe na última semana, embora a mortalidade por todas as causas se mantenha acima do esperado. O INSA indica menos internamentos em cuidados intensivos e uma redução no total de infeções respiratórias desde 29 de setembro de 2025.
No período de 5 a 11 de janeiro, foram confirmados 753 casos de gripe, menos 587 em relação à primeira semana de janeiro (1.340). Em unidades de cuidados intensivos, a gripe representou 9,2% dos casos, face a 19,1% na semana anterior, segundo o boletim da vigilância epidemiológica.
Dados por faixa etária e ocupação
Entre as 13 UCI que reportaram, 11 pacientes tinham gripe, com idades entre 45 e 64 anos; quatro tinham 65 ou mais. Entre os casos notificados, 10 tinham doença crónica subjacente e 11 estavam com recomendação para vacinação, um apenas estava vacinado.
Desde o início da época gripal, as UCI notificaram 130 casos de gripe. O vírus influenza A(H1) correspondeu a 6,2%, A(H3) a 10,0% e o A não subtipado a 83,8% dos casos.
Contexto de vacinas e SARI
A grande maioria dos casos com gripe tinha doença crónica subjacente (86,9%), e 93,1% tinham indicação de vacinação sazonal, dos quais 22,1% estavam vacinados. A incidência de infeções respiratórias agudas graves (SARI) manteve-se estável, com 80 admitidos reportados por 10,3 casos por 100.000 habitantes.
O boletim ressalta que as taxas de SARI são mais elevadas em pessoas com 65 ou mais anos, enquanto o grupo 0-4 anos mostraram tendência decrescente.
Detecção de outros vírus respiratórios
Durante a época, foram identificados outros agentes respiratórios em 4.866 casos, com 300 detetados na semana em análise. O vírus sincicial respiratório foi o mais frequentemente detetado entre eles.
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