- Na semana de 5 a 11 de janeiro, Portugal registou menos casos de gripe e uma redução nos internamentos em cuidados intensivos, mantendo-se a mortalidade por todas as causas acima do esperado.
- Desde o início da época, foram notificadas 66.524 infeções respiratórias e identificados 13.244 casos de gripe.
- Na semana analisada, foram detetados 753 casos positivos de gripe, menos 587 face à primeira semana de janeiro.
- A proporção de gripe em unidades de cuidados intensivos ficou em 9,2 por cento, abaixo dos 19,1 por cento da semana anterior; 11 casos de gripe foram reportados por 13 UCI que enviaram dados.
- Até ao momento, foram identificados 4.866 casos de outros agentes respiratórios; na semana em análise foram detetados 300 casos, com o vírus sincicial respiratório a ser o mais frequente.
Na semana de 5 a 11 de janeiro, Portugal registou menos casos de gripe e uma redução nos internamentos em cuidados intensivos. A mortalidade por todas as causas manteve-se acima do esperado, segundo o INSA.
O Boletim de vigilância epidemiológica da gripe e outros vírus respiratórios destaca excessos de mortalidade em todas as regiões de Portugal continental, em ambos os sexos e nos maiores de 65 anos.
Desde o início da época gripal, em 29 de setembro de 2025, os laboratórios notificaram 66.524 casos de infeção respiratória e identificaram 13.244 casos de gripe.
Na semana analisada, foram detetados 753 casos positivos para gripe, menos 587 face à primeira semana de janeiro (1.340). A proporção de gripe em unidades de cuidados intensivos foi de 9,2%, face a 19,1% na semana anterior.
Nove UCI deram nota de informação: 11 casos de gripe foram reportados, com quatro doentes com 65+ anos, cinco entre 55 e 64, e dois entre 45 e 54. No total, 10 pacientes tinham doença crónica, e 11 tinham recomendação para vacinação contra a gripe sazonal, um encontrado vacinado.
Desde o início da época, foram notificados 130 casos de gripe nas UCI. O vírus influenza A(H1) foi identificado em 8 casos, A(H3) em 13, e A não subtipado em 109. Dos casos com gripe, 113 tinham doença crónica, e 121 tinham recomendação para vacinação, dos quais 23 estavam vacinados.
A taxa de incidência de infeções respiratórias agudas graves (SARI) manteve-se estável, com 80 casos admitidos nas Unidades Locais de Saúde que forneceram dados, representando 10,3 casos por 100.000 habitantes. A incidência de SARI é mais elevada entre 65+ anos; o grupo 0-4 anos apresentou tendência decrescente.
Além da gripe, a monitorização detectou outros agentes respiratórios em 4.866 casos desde o início da época, com a semana em análise a registar 300 casos. O vírus sincicial respiratório foi o mais frequente entre estes.
Panorama laboratorial e vacinação
Entre os casos de gripe, a maioria envolveu indivíduos com doença crónica e com recomendação de vacinação. O INSA mantém a vigilância contínua para ajustar ações de prevenção e tratamento, com foco nos grupos de maior risco.
As autoridades destacam a evolução semanal dos números, sem ainda indicar mudanças estruturais no comportamento da doença. A situação permanece em avaliação contínua pela rede de laboratórios.
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