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Maioria das escolas utiliza profissionais sem formação docente para lecionar

Falta de docentes leva escolas a atribuir horários a profissionais sem formação em ensino, colocando em risco a qualidade educativa em todo o país

Escolas
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  • Um inquérito junto 222 escolas e agrupamentos (27% do total nacional) mostrou que a maioria recorreu a profissionais sem mestrado em ensino para dar aulas no primeiro período.
  • Em 171 escolas (75% do universo analisado) a solução foi atribuir horários vazios a profissionais sem formação em ensino.
  • A distribuição foi de até dez horários disponíveis para docentes com habilitação própria, 9% atribuíram entre 11 e 20 horários, e houve dois casos com mais de 50 horários.
  • O movimento Missão Escola Pública considera que esta solução ultrapassa uma medida de emergência e implica riscos para a qualidade de ensino.
  • A organização alerta que o problema da falta de professores é nacional, não ficando limitado ao sul do país.

Desde o norte ao sul do país, diretores de escolas voltaram a enfrentar a falta de docentes e a dificuldade de preencher vagas. O desafio surgiu no primeiro período letivo, quando foi necessário encontrar soluções rápidas para manter as aulas.

Um inquérito do movimento Missão Escola Pública revelou que 171 escolas ou agrupamentos, correspondentes a 75% do universo estudado, recorreram a profissionais sem formação em ensino para preencher horários vazios. O levantamento envolveu 222 escolas e agrupamentos de várias dimensões.

O inquérito indica que a solução mais comum foi atribuir horários a profissionais sem habilitação pedagógica. Em média, foram criados até 10 horários por instituição, com 9% a registar entre 11 e 20 horários. Dois diretores indicaram ter tido mais de 50 horários atribuídos sem formação pedagógica.

Para o movimento, a prática exige cautela: substitui professores qualificados por pessoal sem preparação específica, o que pode colocar em risco a qualidade do ensino. A organização sustenta que o problema não está mais apenas no sul, mas é uma realidade nacional.

Dados regionais e perspetivas

O inquérito abrangeu escolas de diferentes dimensões, desde estabelecimentos com menos de 500 alunos até outros com mais de 2000, e com quadros docentes desde menos de 50 até acima de 200. Os resultados destacam a gravidade da maior parte das escolas a lidar com o mesmo desafio.

Especialistas ouvidos no estudo lembram que a solução temporária pode agravar dificuldades pedagógicas a longo prazo. A Missão Escola Pública reforça a necessidade de medidas estruturais para atrair e reter profissionais qualificados.

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