- O Governo criou um Grupo de Trabalho para a Valorização dos Calceteiros e da Calçada Portuguesa, com seis meses para apresentar um relatório final com propostas concretas.
- O objetivo é proteger, dignificar e assegurar a continuidade deste património cultural imaterial, considerado único mundialmente e candidato a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
- A comissão terá representantes do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto e do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, entre outros.
- A Calçada Portuguesa está inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial desde 2021, com salvaguarda urgente; o trabalho visa analisar a realidade profissional, sugerir medidas legislativas e garantir a sustentabilidade da profissão.
- A candidatura à UNESCO foi entregue em março do ano passado, envolvendo a Associação da Calçada Portuguesa, mais de cinquenta calceteiros e oito municípios, incluindo Setúbal, consolidando uma estratégia nacional de valorização cultural.
O Governo anunciou a criação de um Grupo de Trabalho para a Valorização dos Calceteiros e da Calçada Portuguesa, com o objetivo de travar o declínio desta prática histórica do espaço público nacional. A iniciativa visa proteger e assegurar a continuidade de uma arte reconhecida mundialmente como património imaterial.
O grupo será constituído por representantes do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto e do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. O prazo para apresentar um relatório final com propostas concre tas é de seis meses.
Objetivo e composição
A prioridade é analisar a realidade profissional dos calceteiros e apresentar recomendações legislativas que garantam a sustentabilidade da profissão e da Calçada Portuguesa. A iniciativa surge num momento em que o património está inscrito no Inventário Nacional desde 2021 e enfrenta desafios económicos e demográficos.
Contexto e enquadramento
A candidatura à UNESCO para a Calçada Portuguesa foi apresentada em março do ano passado, apoiada pela Associação da Calçada Portuguesa e por mais de 50 calceteiros, envolvendo oito municípios, incluindo Setúbal. O objetivo é posicionar o distrito de Setúbal numa estratégia nacional de valorização com projeção internacional.
Desafios atuais
A documentação do inventário descreve o saber-fazer tradicional como transmitido entre gerações, mas sujeito a dificuldades como a dureza do trabalho, remuneração baixa e envelhecimento dos profissionais. Estes fatores colocam em risco a continuidade da arte.
Perspetiva governamental
O Governo considera a criação do grupo de trabalho um passo decisivo para inverter o atual caminho de desgaste desta técnica. A meta é assegurar a preservação, a dignificação e a continuidade da Calçada Portuguesa em várias cidades portuguesas e além fronteiras.
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