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Quotas são importantes, diz Cláudia Azevedo, mas não chegam

Quotas ajudam, mas sem liderança responsável não há paridade; na Sonae, 41% de liderança em 2024, com meta de 45% até 2026

Cláudia Azevedo, CEO da Sonae, durante a apresentação de resultados do grupo que lidera, Maia, 13 de março de 2024. FERNANDO VELUDO/LUSA
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  • Cláudia Azevedo, presidente executiva da Sonae, afirma no Fórum Económico Mundial em Davos que a paridade de género é um teste da maturidade da liderança; quotas ajudam, mas não chegam.
  • Dados do Instituto Europeu para a Igualdade de Género indicam que as mulheres representam 35,8% dos membros de conselhos de administração nas maiores empresas da União Europeia, frente a 8,2% em 2003.
  • No entanto, quando o foco se dirige para o poder operacional, as mulheres representam apenas 23,9% dos membros de conselhos executivos na UE.
  • Azevedo sustenta que quotas não garantem inclusão nem acesso equitativo à influência nem promoções para cargos operacionais de topo; é necessária liderança com responsabilidade e mecanismos de responsabilização.
  • Na Sonae, a percentagem de mulheres em cargos de liderança subiu de 34% em 2019 para 41% em 2024, com perspetiva de atingir 45% em 2026, impulsionada pela pressão externa e interna.

Cláudia Azevedo, presidente executiva da Sonae, afirma que as quotas ajudam, mas não resolvem o desequilíbrio de género nas empresas. Em artigo de opinião publicado a 15 de janeiro no site do Fórum Económico Mundial, a líder admite que a paridade exige liderança responsável para transformar princípios em prática.

A dirigente sustenta que as quotas criam urgência e nivelam o campo de jogo, gerando progressos numa única geração. Em Europa, as mulheres representam 35,8% dos membros de conselhos de administração nas maiores empresas cotadas, subindo desde 8,2% em 2003.

No entanto, ao atingir o nível executivo, a presença feminina perde expressão. Em média, 23,9% dos membros dos conselhos executivos da UE são mulheres, indicando que a influência não está distribuída de forma consistente para liderar.

Azevedo defende que quotas não garantem inclusão nem acesso equitativo à influência, nem promovem cargos de topo de forma justa. A liderança é apontada como determinante: quando os líderes se comprometem com a paridade, as organizações progridem, caso contrário o avanço estagna.

Para alcançar a paridade, a gestão deve torná-la prioridade central, integrando metas de representação em estruturas que impulsionam desempenho e resultados. Devem ser criados sistemas de reporte e avaliação de igualdade.

A Sonae é citada como exemplo: a percentagem de mulheres em cargos de liderança subiu de 34% em 2019 para 41% em 2024, com perspetiva de chegar a 45% em 2026. O avanço resulta da pressão externa de consumidores e da sensibilização entre colaboradores.

O artigo conclui que igualdade de género e desempenho organizacional não são prioridades opostas, mas sim econômicas e estratégicas. Azevedo afirma que a paridade fortalece identidade, cultura e competitividade, ao alinhar igualdade com responsabilização.

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