- Um homem criou perfis de prestadores de serviços de limpeza a partir de falsas ofertas de emprego e uso de documentos pessoais de candidatos.
- Foi contratado por dezenas de pessoas em todo o país, acessando as casas para as quais trabalhava e, em alguns casos, recorrendo à violência.
- Buscas efetuadas no dia 14 de janeiro em Sintra e Coimbra resultaram na detenção do suspeito; dezenas de peças de ourivesaria, relógios e equipamentos eletrónicos foram apreendidos.
- A investigação, conduzida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e pela Polícia de Segurança Pública (PSP) do Porto, aponta que, desde meados de 2024, o arguido obteve documentação pessoal dos candidatos para criar contas de limpeza na internet.
- Além de burla informática e burla relativa a trabalho ou emprego, o caso envolve acesso indevido a dados pessoais, falsidade informática, furto qualificado e roubo qualificado; o suspeito ficou em prisão preventiva.
Um homem anunciou falsas ofertas de emprego e utilizou as identidades de candidatos para criar perfis de prestadores de serviços de limpeza. Através disso, foi contratado por dezenas de pessoas em todo o país, e acabou por assaltar as habitações, por vezes com recurso à violência.
A investigação está a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e da PSP do Porto. Na quarta-feira, 14 de janeiro, ocorreram buscas em residências do suspeito em Sintra e em Coimbra. O homem foi detido, e várias peças de ourivesaria, relógios e dispositivos eletrónicos foram apreendidos.
De acordo com o MP, as provas indicam que, desde meados de 2024, o arguido recrutava através de contas falsas na internet, obtinha documentos pessoais dos candidatos e criava perfis de limpeza numa plataforma online. Assim, acedia às casas das vítimas para retirar dinheiro e objetos de valor, às vezes mantendo violência.
Investigação e elementos relevantes
O MP aponta crimes de burla informática e nas comunicações, burla relativa a trabalho ou emprego, acesso indevido a dados pessoais, falsidade informática, furto qualificado, abuso de cartão de garantia ou de pagamento e roubo qualificado.
Desfecho processual
O suspeito foi presente a tribunal na quinta-feira e ficou em prisão preventiva. As autoridades não avançaram com juízos de valor, limitando-se a relatar os factos verificados até ao momento.
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