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Mobilidade urbana: tecnologia deve servir as pessoas, dizem especialistas

Integração de tecnologia, planeamento urbano e participação cívica é central para uma mobilidade urbana mais segura, eficiente e inclusiva em Portugal

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  • O presidente da Associação ITS Portugal, Jorge Pinho de Sousa, defende uma mobilidade integrada entre tecnologia, planeamento urbano e participação dos cidadãos.
  • Em Portugal, a mobilidade urbana está a transformar-se com tecnologias que prometem transporte mais eficiente, sustentável e inclusivo, mas só funcionam com planeamento e foco na qualidade de vida.
  • Os transportes a pedido, criados desde 2016, ajudam zonas de baixa densidade e grupos vulneráveis, mas exigem sistemas de informação e apoios como call centers ou apps.
  • Tecnologias como pagamentos eletrónicos, gestão de parques e gêmeos digitais (digital twins) permitem reorganizar rotas e espaços, com o 5G a facilitar a expansão de veículos autónomos.
  • A participação cidadã é essencial: consultas, focus groups e envolvimento direto ajudam a desenhar soluções que melhorem a vida nas cidades, com exemplos como a iniciativa da Universidade do Porto para a VCI.

A mobilidade urbana em Portugal vive um momento de transformação, impulsionada pela integração entre tecnologia, planeamento urbano e participação cívica. Jorge Pinho de Sousa, presidente da ITS Portugal, defende que a tecnologia deve servir as pessoas, não o contrário.

A associação ITS Portugal promove a partilha de informação sobre soluções inteligentes de transporte, conectando tecnologia, políticas públicas e intermodalidade. O objetivo é tornar a mobilidade mais segura, eficaz, sustentável e inclusiva.

A evolução da mobilidade nas cidades portuguesas envolve mais do que tecnologia; exige uma abordagem integrada e centrada na qualidade de vida, especialmente em áreas periféricas e rurais onde a procura é menos estável.

Tecnologia que transforma a rede de mobilidade

A tecnologia deve simplificar e integrar serviços de mobilidade, não adicionar complexidade. A IST Portugal alerta para melhorias na simples utilização, com informação clara e em tempo real, eliminando barreiras entre modos.

Sistemas de pagamento eletrônico, gestão de parques e digitais twins ajudam a reorganizar rotas, otimizar espaços e prever fluxos, contribuindo para cidades mais eficientes e menos congestionadas. O 5G facilita a conectividade de diversos dispositivos.

Cada cidade tem um contexto único; soluções devem respeitar geografia, história e densidade. Não se trata de copiar modelos, mas de desenhar um roteiro adaptável que melhore a qualidade de vida.

Participação cidadã como vetor estratégico

A participação ativa dos cidadãos é essencial para evitar soluções tecnicamente avançadas sem aceitação prática. Consultas públicas, focus groups e encontros informais ajudam a alinhar necessidades reais com os serviços de mobilidade.

A cooperação entre municípios, autoridades, operadores, academia e empresas pode criar transportes mais seguros, eficientes e sustentáveis, com foco na acessibilidade a trabalho, saúde, ensino e lazer.

Olhar para o futuro e exemplos de sucesso

A visão para os próximos dez anos é de mobilidade mais fluida, natural e confortável, integrada na vida urbana. Priorizar peões, bicicletas e transportes públicos eficientes é central para a cidade de proximidade, os chamados 15 minutos.

Projetos com participação cidadã, como iniciativas universitárias para repensar a mobilidade, mostram que a combinação de tecnologia, planeamento e envolvimento público gera redesenho de ruas, ciclovias e parques.

Nas redes internacionais existem exemplos de centros urbanos sem circulação automóvel, onde transporte público eficiente e espaços verdes convivem de forma integrada. Em Portugal, a mobilidade deve ocupar o centro das políticas urbanas como elemento de qualidade de vida e sustentabilidade ambiental.

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