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Irão afirma que jovem manifestante não foi condenado à morte

Irão afirma que Erfan Soltani, 26, não foi condenado à morte; enfrentará acusações de conluio contra a segurança interna e propaganda, sem pena capital

Erfan Soltani, afinal, não foi condenado a pena de morte
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  • O Sistema judiciário do Irão afirmou que Erfan Soltani, de 26 anos, não foi condenado à morte e será acusado de conluio contra a segurança interna do país e atividades de propaganda contra o regime, sem aplicação da pena capital para tais acusações.
  • Anteriormente, houve relatos de que Soltani teria sido condenado à morte; o Departamento de Estado dos EUA afirmou que seria o primeiro manifestante executado, o que acabou por não se confirmar.
  • Soltani foi preso na quinta-feira da semana anterior por participação em protesto anti-governo, detido em casa e mantido em prisão preventiva.
  • A possível recusa de execução pode estar relacionada com pressões internacionais, em especial dos Estados Unidos, que disseram ter garantias de que as execuções foram suspensas.
  • Os protestos no Irão já provocaram mais de 2.500 mortes e mais de 18.100 detenções, de acordo com a organização Human Rights Activists (HRAS), com sede nos Estados Unidos.

Afinal, Erfan Soltani não foi condenado à morte no Irão. A informação foi publicada pelo sistema judiciário iraniano nesta quinta-feira, após relatos de familiares de uma possível execução na quarta-feira.

Soltani, de 26 anos, está detido na prisão central de Karaj e será acusado de conluio contra a segurança interna do país e de propaganda contra o regime. As autoridades afirmar que a pena de morte não se aplica a estas acusações, mesmo que confirmadas por tribunal.

Direitos humanos já tinham alertado, no início desta semana, para uma possível condenação à morte. O Departamento de Estado dos EUA indicou que este poderia ser o primeiro caso de execução desde o início dos protestos.

Soltani, proprietário de uma loja, foi detido na quinta-feira da semana passada por participação em protestos anti-governo. A detenção ocorreu em casa, e ele permaneceu em prisão preventiva.

Atualização sobre Soltani

A imprensa estatal cita o sistema judiciário como a esclarecer a situação, sem confirmar qualquer execução recente. Dispõe-se de relatos contraditórios entre entidades internacionais e familiares, que seguem aguardando desfechos.

Os protestos no Irão já deixaram mais de 2.500 mortos e mais de 18.100 detenções, segundo a organização Human Rights Activists. As autoridades iranianas não divulgaram números oficiais atualizados.

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