- Dinamarca e Gronelândia dizem que as conversas com os EUA sobre a Gronelândia foram francas, mas construtivas, sem conseguir mudar a posição de Washington.
- O ministro dinamarquês dos Negócios Estrangeiros afirmou que persiste divergência entre as partes e que o Presidente norte-americano deixou clara a sua opinião, enquanto a Dinamarca mantém a sua posição.
- A Dinamarca sustenta que a segurança a longo prazo da Gronelândia pode ser garantida dentro do quadro atual e que propostas devem respeitar a integridade territorial dinamarquesa e o direito à autodeterminação do povo gronelandês.
- Foi anunciada a criação de um grupo de trabalho para analisar as preocupações de segurança dos EUA no Ártico e manter o diálogo aberto.
- A Gronelândia reiterou que decisões sobre o seu futuro pertencem aos gronelandeses, estando disponível para cooperação em segurança regional, desde que não haja ameaça à soberania ou à autodeterminação.
O encontro na Casa Branca, em Washington, entre representantes da Dinamarca, Gronelândia e o governo dos EUA, discutiu a situação da Gronelândia e a segurança no Ártico. As partes buscaram um entendimento sobre posições estratégicas, sem chegar a um acordo.
A delegação dinamarquesa afirmou que as conversas foram francas e construtivas, mas não conseguiram convencer os EUA a alterar a sua posição. O governo dinamarquês defende que a segurança a longo prazo da Gronelândia pode manter-se dentro do quadro atual.
A posição apresentada pelo Reino da Dinamarca é de que qualquer proposta deve respeitar a integridade territorial do país e o direito à autodeterminação do povo gronelandês. Mesmo assim, há abertura para continuar o diálogo e criar um grupo de trabalho sobre preocupações de segurança no Ártico.
Perspetiva da Gronelândia
Vivian Motzfeldt, ministra dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia, reiterou que decisões sobre o futuro do território são prerrogativa dos gronelandeses. A representação gronelandesa está disponível para cooperação em segurança regional, desde que não haja autonomia de soberania.
O grupo de trabalho criado pela Dinamarca deverá analisar as propostas de segurança dos EUA no Ártico e apresentar caminhos de acompanhamento. O objetivo é manter o diálogo sem comprometer a soberania da Gronelândia.
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