Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Candida auris: INSA revela que primeiro caso em Portugal foi detetado em 2022

INSA esclarece que o primeiro caso de Candida auris em Portugal foi detetado em 2022, com casos confirmados até 2025 em hospitais das regiões Norte e Lisboa e Vale do Tejo

A taxa bruta de mortalidade hospitalar por Cândida Auris é estimada entre 30% e 72%
0:00
Carregando...
0:00
  • O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) esclareceu que o primeiro caso de Candida auris em Portugal foi detetado em 2022 pelo Laboratório Nacional de Referência (LNR) de Infeções Parasitárias e Fúngicas do Departamento de Doenças Infeciosas.
  • A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) tinha referido que os primeiros casos tinham sido identificados em 2023, num hospital da região Norte.
  • O INSA recorda que, entre 2022 e 2025, o LNR confirmou anualmente casos de infeção por Candida auris em amostras clínicas de diversos hospitais públicos das Regiões de Saúde Norte e Lisboa e Vale do Tejo.
  • O LNR reporta os casos ao Programa Nacional de Prevenção e Controlo de Infeções e Resistência a Antimicrobianos (PPCIRA) da Direção-Geral da Saúde e, através deste, ao Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC).
  • A Candida auris é uma levedura resistente a múltiplos antifúngicos, que pode causar infeções invasivas em doentes com fatores de risco, dissemina-se por contacto entre pacientes, profissionais de saúde ou superfícies, e tem mortalidade hospitalar estimada entre 30% e 72%.

O INSA esclareceu que o primeiro caso de Candida auris em Portugal foi detetado em 2022. O Laboratório Nacional de Referência de Infeções Parasitárias e Fúngicas confirmou o episódio, em resposta a informações que apontavam para 2023.

Segundo o instituto, não se tratou do único caso em território nacional. Entre 2022 e 2025, amostras de várias unidades hospitalares das regiões Norte e Lisboa e Vale do Tejo indicaram infecções por C. auris.

Contexto institucional e vigilância

O LNRINFE, ligado ao Departamento de Doenças Infecciosas, reporta os casos ao PPCIRA da Direção-Geral da Saúde. A via de comunicação também passa ao Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC).

Sobre a Candida auris

Trata-se de uma levedura que pode colonizar a pele e causar infeções graves em doentes com fatores de risco. A resistência a múltiplos antifúngicos complica o tratamento e facilita a transmissão em ambientes de saúde.

Situação nacional e europeia

O ECDC alertou para a rápida disseminação nos hospitais. Entre 2013 e 2023 foram registados mais de 4 mil casos na UE/EEE, com 1.346 casos em 2023, em 18 países, indicando um aumento significativo. A transmissão ocorre via contacto entre doentes, profissionais ou superfícies contaminadas.

Mortalidade associada

A taxa bruta de mortalidade hospitalar por Candida auris varia entre 30% e 72%, ainda com tratamento antifúngico. Valores mais altos são observados em pacientes internados em unidades de cuidados intensivos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais