- Duas mulheres de Santo Tirso foram libertadas pelo Tribunal de Penafiel, após quase de um ano e meio em prisão preventiva, acusadas de burlas acima de 275 mil euros.
- O tribunal considerou provado que ofereceram serviços de bruxaria a troco de dinheiro, mas não houve crime de burla, porque as vítimas acreditavam nos poderes e recorreram voluntariamente aos serviços.
- O processo envolveu sete arguidos; embora 22 crimes de burla tenham sido absolvidos, Maria Alice ficou condenada a quatro anos e oito meses de prisão, com pena suspensa, por furto e coação, e Libânia foi condenada a uma multa de 1.200 euros por furto.
- As vítimas nunca apresentaram queixa de burla; o processo foi iniciado pela denúncia do filho de uma idosa que utilizou os serviços das mulheres.
- A GNR recebeu as primeiras denúncias em 2022, indicando que as duas mulheres percorriam o Norte do país, sobretudo em feiras e cemitérios, oferecendo curas espirituais.
Duas mulheres de Santo Tirso foram libertadas pelo Tribunal de Penafiel, onde estavam a ser julgadas por alegadas burlas que somavam cerca de 275 mil euros. A libertação ocorreu após o tribunal concluir que, embora as arguidas oferecessem serviços de bruxaria, não ficou provado que houvesse burlas. A informação é do Correio da Manhã.
O tribunal entendeu que as vítimas acreditavam nos poderes sobrenaturais e procuraram voluntariamente as curas oferecidas. Não houve demonstração de persuasão ou engano por parte das arguidas, nem de criação de falsos medos para obter dinheiro ou bens.
No processo, participavam sete arguidos. Embora tenham sido absolvidos dos 22 crimes de burla, Maria Alice foi condenada a quatro anos e oito meses de prisão, com pena suspensa, por três crimes de furto e por coação. Libânia foi condenada ao pagamento de uma multa de 1200 euros por furto.
Processo e inquérito
Segundo o Correio da Manhã, as alegadas vítimas nunca apresentaram queixa por burla; o caso teve início com a denúncia do filho de uma idosa que recorreu aos serviços das mulheres. A GNR recebeu as primeiras denúncias em 2022, quando se apurou que as mulheres percorreram várias zonas do Norte a oferecer curas espirituais.
As abordagens ocorreram principalmente em feiras e cemitérios, onde pediam esmola antes de oferecer as curas para o mau-olhado e doenças. A defesa de Maria Alice, representada pela advogada Luísa Macanjo, manifestou satisfação com a absolvição dos crimes de burla.
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