- O Vila Franca Centro, encerrado desde 31 de outubro de 2013, em Vila Franca de Xira, deu os primeiros passos para a reabilitação com a aquisição de cerca de metade do edifício por um privado.
- Um recorde de mais de 85 proprietários levou à formação de uma nova administração do condomínio, após a assembleia geral de condóminos.
- O presidente da Câmara Municipal, Fernando Paulo Ferreira, afirmou que a reunião permitiu avançar para transformar o espaço, com acompanhamento próximo do município.
- A autarquia garante acompanhar “muito de perto” o processo e procurar uma solução para ver mudanças no terreno.
- O Vila Franca Centro abriu em 1994 e já perdeu o supermercado, as salas de cinema da Lusomundo e parte do fluxo de clientes, com a crise que afetou alugueres e lojistas ao longo dos anos.
O Vila Franca Centro, encerrado desde 31 de outubro de 2013, começou a dar passos para a reabilitação. Um privado já adquiriu cerca de metade do edifício e criou-se uma nova administração do condomínio. A informação foi partilhada pelo presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, via redes sociais.
Segundo o autarca, mais de 85 proprietários possuem frações, e já foi possível reunir mais da metade da propriedade. Com estas compras, decorreu a primeira assembleia geral de condóminos, que autorizou a criação de uma nova administração do condomínio.
A administração municipal assegura acompanhar de perto o processo e que há um compromisso de encontrar uma solução para ver mudanças efetivas no terreno. A câmara pretende manter uma supervisão próxima de todas as etapas.
Contexto histórico e situação atual
O Vila Franca Centro foi inaugurado em 1994, no local da antiga Estalagem Lezíria e do Cinema de Vila Franca de Xira. O centro possuía quatro pisos, 180 lojas, três salas de cinema, uma com tecnologia IMAX, 300 lugares e um ecrã de 17 metros, um bowling e dois parques de estacionamento.
A retirada do supermercado e o encerramento das salas Lusomundo afastaram milhares de visitantes. A crise financeira de 2002 impulsionou o aumento das rendas, levando ao encerramento gradual de lojas. Quando encerrou, em 2013, apenas 23 lojas mantinham portas abertas, com o McDonald’s na ala da restauração como último inquilino ativo.
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