- O Parlamento Europeu condenou as declarações de Donald Trump sobre a Gronelândia, considerando-as inaceitáveis e um desafio ao direito internacional e à integridade territorial de um aliado da NATO.
- Os presidentes dos grupos políticos do Parlamento apelaram à Comissão e ao Conselho Europeu para definirem medidas concretas de apoio à Dinamarca e à Gronelândia, em linha com a União Europeia e a Carta das Nações Unidas.
- A declaração recorda que a Dinamarca, incluindo a Gronelândia, é membro da NATO e está coberta pelas garantias de segurança da Aliança, com acordos de cooperação existentes com parceiros estratégicos, incluindo os Estados Unidos.
- Reforça-se que decisões sobre a Dinamarca e a Gronelândia cabem exclusivamente aos seus órgãos constitucionais, e que alterações ao status quo são inaceitáveis.
- A nota pública foi lançada no dia em que o ministro de Negócios Estrangeiros dinamarquês e a ministra da Gronelândia foram recebidos na Casa Branca, num contexto em que Trump voltou a indicar interesse em anexar a Gronelândia.
O Parlamento Europeu condenou hoje as declarações de Donald Trump sobre a Gronelândia, consideradas inaceitáveis e num claro desafio à ordem internacional. A declaração saiu da Conferência de Presidentes, o órgão que reúne Roberta Metsola e os oito líderes dos grupos políticos.
A nota acrescenta que as afirmações violam princípios da Carta das Nações Unidas e a soberania de um aliado da NATO. Reafirma ainda o compromisso da UE com o multilateralismo e com a ordem baseada em regras.
A Conferência de Presidentes explica que a Dinamarca, incluindo a Gronelândia, é membro da NATO e goza de garantias de segurança coletiva. O texto lembra a soberania dinamarquesa sobre a Gronelândia desde 1916.
Contexto e posição da UE
O Parlamento destaca que alterações ao status quo são inaceitáveis e não devem influenciar as relações externas. A segurança do Ártico é apontada como prioridade estratégica da UE, com reforço da defesa europeia e cumprimento de compromissos na NATO.
Os presidentes dos grupos políticos pedem à Comissão Europeia e ao Conselho Europeu medidas concretas, em conformidade com a UE, o direito internacional e a Carta da NATO, para apoiar Dinamarca e Gronelândia.
A notícia surge num momento em que o ministro dinamarquês dos Negócios Estrangeiros, Lars Lokke Rasmussen, e a colega gronelandesa, Vivian Motzfeldt, estiveram na Casa Branca, em Washington, para reunião com o vice-presidente e o secretário de Estado.
Donald Trump tem, segundo relatos, reiterado o interesse em anexar a Gronelândia, alegando que a ilha é estratégica para a defesa dos EUA. A autoridade norte-americana não confirmou oficialmente essa posição.
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