- Miguel Carvalho denunciou o cancelamento da apresentação do livro “Por Dentro do Chega” num festival literário promovido pelo Município de Penacova, alegando instruções diretas do presidente da câmara, eleito pelo PSD.
- O convite tinha sido feito pela autarquia em outubro e confirmado em novembro, com a sessão inicialmente prevista para ter como apresentador um professor da Universidade de Coimbra.
- A menos de dois meses do evento, Carvalho recebeu um email a informar o cancelamento, o que surpreendeu o escritor e o apresentador escolhido, suscitando dúvidas sobre interferências políticas na programação cultural.
- Em resposta ao presidente da Câmara, Carvalho expressou espanto e indignação pelo timing e pela falta de explicações oficiais, destacando o prejuízo pessoal de ter recusado outros convites.
- O jornalista aponta um retrocesso nos valores democráticos e na liberdade de expressão, referindo que outras autarquias teriam recuado em convites semelhantes, e afirma que não vai ficar silenciado.
Miguel Carvalho, jornalista e escritor, denunciou publicamente o cancelamento da apresentação do seu livro Por Dentro do Chega, que estava marcado num festival literário promovido pela Câmara Municipal de Penacova, na região Centro. A decisão, afirmou o autor, terá partido de instruções diretas do presidente da câmara, eleito pelo PSD, sem qualquer justificação formal apresentada.
Segundo Carvalho, o convite para o evento partiu da autarquia em outubro do ano passado, tendo sido confirmado em novembro. Ficou acordado que a sessão seria apresentada por um professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, que já havia lido a obra e considerado o seu conteúdo relevante para o debate público.
A menos de dois meses da realização, o jornalista recebeu um email a informar o cancelamento da participação. A comunicação surpreendeu tanto o autor como o convidado escolhido, gerando dúvidas sobre possíveis interferências políticas na programação cultural do festival. Carvalho enviou uma resposta ao presidente da Câmara de Penacova a expressar espanto e indignação.
Contexto e desdobramentos
O autor destacou o prejuízo pessoal de ter recusado outros convites para o mesmo período em virtude do compromisso com Penacova e criticou a ausência de explicações. Alega que o episódio aponta para um retrocesso democrático e para limitações na liberdade de expressão, suscitando preocupações sobre pluralismo e debate público no país. Carvalho afirmou não aceitar silenciar-se e afirmou que pode tornar o caso de interesse público, visto como parte de um cenário cultural mais amplo.
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