- O Pentágono vai integrar o Grok, chatbot de IA desenvolvido pela xAI de Elon Musk, na sua rede interna.
- O secretário da Defesa, Pete Hegseth, afirmou que dados de bases de inteligência serão alimentados nos sistemas de IA para acelerar a inovação militar.
- A anterior Administração dos EUA já tinha promovido regras que proíbem usos da IA que violem direitos civis ou facilitem o lançamento de armas nucleares.
- Países como Malásia e Indonésia bloquearam o Grok por preocupações com conteúdos sexualmente explícitos; outros reguladores vão investigar usos de deepfake e sexualização de mulheres e menores.
- A União Europeia iniciou investigações sobre conteúdos gerados pelo Grok e a ferramenta foi lançada em 2023, com a funcionalidade de geração de imagens adicionada no ano passado.
O Pentágono planeia integrar o Grok, chatbot de IA da empresa xAI de Elon Musk, na rede do Departamento de Defesa dos EUA. O anúncio foi feito pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth, na segunda-feira, destacando a ampliação de uso de IA no âmbito militar. A medida visa acelerar inovações com dados operacionais.
Segundo Hegseth, o Grok passará a operar em redes protegidas do Pentágono, alimentando sistemas com dados de bases de inteligência. O objetivo é equipar os militares com tecnologia de ponta, suportada por informações de décadas de operações.
O secretário indicou que a IA deverá ser responsável e acessível, evitando modelos que impeçam o combate. Ele enfatizou que a IA depende da qualidade dos dados disponíveis e que a força tem dados de combate validados para sustentar o uso.
Controvérsias sobre conteúdos sexualmente explícitos
Países do Sudeste Asiático bloquearam o Grok, citando uso para gerar imagens sexualmente explícitas. A Indonésia e a Malásia apontaram falhas dos controles existentes para conter conteúdos pornográficos.
Reguladores europeus anunciaram investigações sobre imagens geradas de mulheres e meninas. A Comissão Europeia acompanha casos ligados a uma funcionalidade de deepfake introduzida no Grok em 2023.
O Grok é uma ferramenta disponível na plataforma X (anteriormente Twitter). A controvérsia aumentou após a implementação de recursos de geração de imagens. Autoridades têm analisado impactos de segurança e proteção de menores.
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