- A Igreja Católica em Portugal pediu desculpa às vítimas de abuso sexual pelo atraso no processo de indemnizações, inicialmente previsto concluir no final de 2025.
- O atraso deve-se ao alargamento dos prazos, à remarcação de entrevistas das Comissões de Instrução e ao volume de pedidos.
- Foram recebidos até ao final do ano passado 95 pedidos; 84 foram considerados efetivos e seguem para análise da Comissão de Fixação da Compensação.
- Das 84 ações, as Comissões de Instrução já entrevistaram 75 pessoas e emitiram 66 pareceres, em análise pela comissão.
- A CEP pretende apresentar, o mais breve possível, as primeiras propostas de valores de compensação; em paralelo, apela à participação cívica nas eleições presidenciais do dia 18, com 11 candidatos a concorrer.
A Igreja Católica em Portugal pediu desculpa às vítimas de abuso sexual pela demora no pagamento das indemnizações, não sendo possível cumprir o prazo inicialmente previsto para final de 2025. O anúncio foi feito em formato de comunicado do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), emitido após a reunião em Fátima.
O texto explica o atraso pelo alargamento de prazos para acolher mais pedidos, pela remarcação de entrevistas das Comissões de Instrução devido a dificuldades de deslocação e pelo volume de pedidos a analisar. A CEP assegura, no entanto, que a Comissão de Fixação da Compensação continua a trabalhar para concluir a análise dos 66 pareceres iniciais o mais breve possível.
Segundo o CEP, foram recebidos até ao final do ano passado 95 pedidos, dos quais 84 foram considerados efetivos e seguiram para análise da Comissão de Fixação da Compensação. Das 84 situações, 75 já tiveram entrevistas realizadas e 66 pareceres estão a ser analisados pela Comissão.
Eleições presidenciais
A reunião também aborda a participação cívica, apelando aos cidadãos para votarem nas eleições presidenciais de 18 de janeiro. O Conselho Permanente descreve o voto como serviço ao bem comum e expressão de responsabilidade democrática, mesmo em caso de discordâncias.
Um número recorde de candidatos, 11, concorre à 11.ª eleição presidencial desde 1976. A nota reforça a importância do voto como compromisso com a democracia, independentemente das opções dos eleitores.
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