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GUIdance 2026: festival que resiste à cultura do tudo igual

Olga Roriz abre o GUIdance 2026, aos 70, com “O salvado”, numa edição de 15 anos que junta estreias e regresso de artistas, refletindo o zeitgeist

Coreógrafa e bailarina, Olga Roriz, de 70 anos, abre o GUIdance 2026 com o solo "O salvado", a 5 de fevereiro
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  • O GUIdance 2026 realiza‑se entre os dias 5 e 14 de fevereiro, em Guimarães, e chega à its 15.ª edição.
  • Olga Roriz abre o festival com o solo “O salvado” no dia 5 de fevereiro, numa peça que mistura criação e partilha da identidade.
  • O festival regressa a figuras como Olga Roriz e Akram Khan, incluindo a estreia absoluta de três obras, entre elas “Tender riot”.
  • “Tender riot” é uma criação de Ana Rita Xavier com participação de Daniel Conant e outros artistas; a produção integra as residências artísticas do festival.
  • Além dos palcos do Centro Cultural Vila Flor, do Centro Internacional de Artes José de Guimarães e do Teatro Jordão, o GUIdance aposta nas Embaixadas da Dança e na ligação com escolas, incluindo adultos pela primeira vez.
  • Os bilhetes vão de 10 a 15 euros, com descontos de até 30% conforme o volume de compras.

O GUIdance 2026 vai levar novamente a dança contemporânea de Guimarães aos palcos da cidade entre 5 e 14 de fevereiro, numa edição que celebra a 15.ª edição do festival. O novo diretor da Oficina, Esser Jorge Silva, descreve o evento como a expressão da maioridade do festival, enquanto o diretor artístico Rui Torrinha afirma que a programação procura refletir o zeitgeist global através da dança.

A edição reserva retornos marcantes: Olga Roriz regressa ao festival 15 anos depois de atuar na primeira edição, ao abrir com o solo O salvado. Akram Khan também volta, mantendo a linha de encontros entre figuras de referência da dança. Entre as estreias absolutas destacam-se Tender riot, criação de Ana Rita Xavier com a participação de vários artistas.

Programação e rodas de espetáculo

O festival está distribuído pelo Centro Cultural Vila Flor, pelo Centro Internacional de Artes José de Guimarães e pelo Teatro Jordão, com apresentações que se cruzam com formatos de residências. As Embaixadas da Dança permitem a participação de bailarinos em quatro escolas secundárias do concelho, além de formação para adultos no Centro de Formação de Língua Portuguesa para Migrantes.

Vozes locais e internacionalização

Nico Ricchini, da Akram Khan Company, descreve Chotto desh como uma busca por um lugar no mundo, destacando a atemporalidade da peça. O objetivo é manter o festival ligado às questões atuais, com uma visão global através da dança e da partilha de experiências entre artistas. A cidade de Guimarães volta a ser palco de residências artísticas que fortalecem o diálogo entre criadores e comunidade.

Entradas e acessibilidades

Os bilhetes variam entre 10 e 15 euros, com descontos de até 30% conforme o volume adquirido. A procura já supera a edição anterior, apontam organizadores, reforçando o interesse público pela programação. Com entradas atrativas, o GUIdance mantém o foco na diversidade de formatos e na ligação entre palco e comunidade.

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