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Governo aponta medidas para reduzir poluição visual

Governo lança programa de redução do ruído e estratégia de adaptação climática, com foco na poluição visual e na redução de embalagens

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, intervém na conferência de imprensa de apresentação do E-LAR e do Bairros + Sustentáveis, programas para tornar as casas mais eficientes e de combate à pobreza energética, em Lisboa, 05 de agosto de 2025. RODRIGO ANTUNES/LUSA
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  • O Governo vai criar uma estratégia para a poluição visual, valorizando a paisagem, com foco em painéis solares e painéis publicitários, em 2026.
  • O ano manterá temas como água (aproveitamento de águas residuais tratadas e perdas de água), defesa do lince e do lobo, e várias obras.
  • Será lançado um programa de redução do ruído, uma estratégia de adaptação às alterações climáticas e uma estratégia sobre poluição visual.
  • O sistema de depósito com retorno começa a 10 de abril, com milhares de máquinas no país e 10 cêntimos devolvidos por embalagem.
  • Segue ainda o funcionamento do Fundo Social para o Clima, obras de adaptação do litoral, renaturalização de rios e combate às inundações, com medidas para reduzir embalagens e promover venda a granel.

O Governo vai criar uma estratégia para a poluição visual, visando valorizar a paisagem. A notícia foi revelada pela ministra do Ambiente, numa previsão para 2026. O anúncio aconteceu esta terça-feira.

Além de manter temas de água, como uso de águas residuais tratadas e combate a perdas, o plano inclui defesa do lince e do lobo, obras diversas e a oferta de um conjunto de programas ambientais para o ano.

A ministra explicou que a paisagem ganha protagonismo e que a estratégia vai considerar painéis solares e publicitários, entre outros elementos, para melhorar a perceção pública do território.

Medidas previstas

Na área dos resíduos, o ano inicia a 10 de abril com o sistema de depósito com retorno, com máquinas em todo o país que devolvem 10 cêntimos por cada embalagem de plástico ou metal.

Maria da Graça Carvalho reconheceu que os resíduos são um problema em Portugal, que produz mais do que muitos pares europeus e está a aumentar. Pretende acordos com grandes superfícies para reduzir embalagens e promover a venda a granel, seguindo exemplos como a Bélgica.

O Ministério avançará ainda com ações sobre resíduos biogénicos, visando reduzir o desperdício e criar substitutos para sacos de plástico de utilização única isentos de taxa.

Continuidade de obras e fontes de financiamento

O ano ficará marcado pelo Fundo Social para o Clima, que funcionará de forma semelhante ao programa E-lar de substituição de eletrodomésticos. Continuarão as obras de adaptação do litoral, a renaturalização de rios e a luta contra inundações.

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