- Manuel Teixeira é o novo advogado de Paulo Abreu dos Santos, conforme o escritório MT Advogados, após duas renúncias de defesa.
- Paulo Abreu dos Santos, 38 anos, está em prisão preventiva desde o dia 13 de dezembro de 2025, no Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Sintra, com o tribunal a justificar o regime pelos riscos de perturbação da ordem pública, continuação da atividade criminosa e ocultação de provas.
- O ex-adjunto é investigado por 576 crimes de pornografia de menores, dois de abuso sexual de crianças e um de devassa da vida privada, além de ter integridade em treze grupos na aplicação Signal para partilha de conteúdo.
- A defesa já passou por três advogados: Marco Antão renunciou por objeção de consciência; seguiu-se um advogado oficioso que também renunciou; e, por fim, chegou Manuel Teixeira.
- A investigação, iniciada em abril de 2024 após alerta dos Estados Unidos, também analisa se os abusos ocorreram numa casa de culto dos orixás, o Candomblé; a responsável da casa afirmou não ter recebido queixas.
Há um mês em prisão preventiva e após renúncias de dois advogados, o ex-adjunto do Ministério da Justiça é indiciado por mais de 500 crimes de pornografia de menores e dois de abuso sexual de crianças. Paulo Abreu dos Santos tem novo representante.
Segundo o Observador, o jurista Manuel Teixeira assumiu a defesa. O escritório MT Advogados, onde Teixeira atua, descreve-o como com quase 40 anos de experiência em Contencioso, Comercial, Fiscal e Penal. A confirmação foi feita pelo próprio Paulo Abreu dos Santos, que não quis comentar mais o caso.
Paulo Abreu dos Santos, de 38 anos, permanece em prisão preventiva desde 13 de dezembro de 2025. A Polícia Judiciária, citada pela Lusa, justifica a coação com o risco de perturbação grave da ordem pública, da continuação da atividade criminosa e de ocultação de provas.
Novo advogado e estado processual
As primeiras diligências apontam para 576 crimes de pornografia de menores, dois de abuso sexual de crianças e um de devassa da vida privada, custodiados a ligações com câmaras ocultas em casas de banho e balneários, de acordo com o Público. O ex-adjunto também integrava 13 grupos de partilha de conteúdo na plataforma Signal.
O crime de abuso sexual de crianças pode levar a uma pena de até oito anos, enquanto pornografia de menores acarreta até cinco anos. Devassa da vida privada prevê até três anos.
Paulo Abreu dos Santos já teve dois advogados a renunciar. O primeiro foi Marco Antão, que pediu saída por objeção de consciência a 16 de dezembro. Um advogado oficioso também deixou a defesa, antes de Manuel Teixeira assumir.
Antes da detenção, o ex-adjunto era professor assistente convidado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e atuava na firma Ana Bruno & Associados. A FDUL e a sociedade de advogados disseram não ter registo de queixas ou ações contra ele.
A investigação policial também analisa se os abusos ocorreram numa casa de culto de orixás; a religião afro-brasileira Candomblé frequenta o local. Em dezembro, a responsável pela casa afirmou ao Observador não ter recebido queixas.
Entre na conversa da comunidade