- Mais de 180 escritores cancelaram a participação no Adelaide Writers’ Week, levando ao cancelamento do festival.
- A decisão de excluir a autora palestiniana Randa Abdel-Fattah foi apresentada pela organização como motivada por “sensibilidades culturais” após o massacre na praia de Bondi.
- Abdel-Fattah classificou a decisão como censura e como um ato de racismo anti-palestiniano.
- O Chronicle envolve o Conselho da Comunidade Judaica da Austrália do Sul, que terá pedido a exclusão da autora, conforme o porta-voz Norman Schueler.
- O festival, que devia durar seis dias no final de fevereiro, terá a 40.ª edição em 2025 e deves contar com cerca de 160 mil participantes.
O Adelaide Writers’ Week foi cancelado esta terça-feira após a organização proibir a presença da autora palestiniana Randa Abdel-Fattah, em protesto contra o ataque na praia de Bondi. Mais de 180 escritores e oradores haviam já cancelado a participação.
A decisão da organização do festival ocorreu em contexto de sensibilidades culturais, alegando que a medida não liga diretamente Abdel-Fattah ao tiroteio antissemita. O evento pretendia decorrer durante seis dias, no final de fevereiro, no sul da Austrália.
Abdel-Fattah classificou a decisão como censura e um ato de racismo anti-palestiniano, expressando a sua posição em redes sociais. Segundo a Associated Press, o Conselho da Comunidade Judaica da Austrália do Sul terá pressionado pela exclusão da autora, indicou o porta-voz Norman Schueler.
O debate sobre liberdade de expressão na Austrália ganhou novo impulso após o massacre de Bondi, que custou a vida a 15 pessoas. A organização do festival justifica a decisão com o objetivo de evitar críticas associadas ao evento.
O Adelaide Writers’ Week estava previsto para regressar à edição de 2025, quando celebra a 40.ª edição, contando anteriormente com até 160 mil participantes. Ainda não há confirmação de novas datas para este festival.
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