- A OenoFuture Limited prometia aos investidores um retorno superior a dez por cento ao ano, com um investimento mínimo de cinco mil euros.
- Milhares de pessoas acreditaram no negócio, incluindo cerca de 500 portugueses, sem chegar a ver as garrafas de vinho.
- A empresa encerrou poucos dias antes do Natal, com os líderes a desaparecerem e a ficarem incontactáveis.
- Os investidores perceberam, entretanto, que tinham perdido o dinheiro e não possuíam qualquer garrafa de vinho.
- O esquema é descrito como uma pirâmide de vinhos de luxo, conforme reporta o Correio da Manhã.
Foi denunciado um esquema em pirâmide envolvendo vinhos de luxo, que alegadamente prometia retornos acima de 10% ao ano. A OenoFuture Limited, com sede em Londres, fazia a promessa de ganhos a investidores, desde que estes entrassem com um mínimo de 5000 euros. Promessa de lucros contínuos ocorreu durante mais de uma década.
Milhares de pessoas acreditaram na proposta, entre as quais cerca de 500 eram portuguesas. Segundo relatos, as garrafas de vinho fino nunca foram entregues aos clientes, que aguardavam uma rentabilidade anual constante, sem receber o produto prometido.
A empresa encerrou atividades poucos dias antes do Natal, com os dirigentes alegadamente a desaparecerem. Os investidores passaram a não conseguir contactar a empresa, ficando sem dinheiro e sem qualquer garrafa de vinho, de acordo com a denúncia recebida.
Detalhes do esquema
As fontes indicam que o modelo operava como pirâmide, com novos investidores a financiar os rendimentos dos anteriores. Não houve confirmação de venda ou entrega de vinhos aos clientes, nem de retorno de capitais pelos responsáveis.
A investigação envolve consumidores que participaram no negócio e contatam organizações de proteção ao consumidor, além de autoridades competentes. O objetivo é esclarecer responsabilidades, montantes envolvidos e mecanismos de gestão dos fundos.
De acordo com o Correio da Manhã, o caso continua em avaliação pelas autoridades, que poderão exigir informações adicionais aos envolvidos. A reportagem ressalva a importância de verificar a origem das promessas de rendimento tão elevadas. Fonte: Correio da Manhã.
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