- Catarina Martins, em Coimbra, disse “já provei que sei fazer” ao recordar o papel da geringonça na governação e o seu impacto político.
- A dirigente bloquista afirmou ter contribuído para afastar a direita do governo e “consegui reverter os cortes da Troika em salários e pensões”.
- Enumerou medidas implementadas nos dois primeiros governos de António Costa: aumento do SNS, redução do custo das propinas, generalização dos manuais escolares gratuitos e queda no preço dos transportes.
- Criticou a colaboração entre António José Seguro e Passos Coelho e o pacto para a saúde proposto pelo PS, defendendo a necessidade de cruzar fronteiras partidárias.
- Apontou críticas a adversários, incluindo Cotrim de Figueiredo, e abordou episódios controversos sobre votos em Ventura, considerando-os como fraude política e defendendo a presunção de inocência em acusações de assédio.
Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, afirma que já comprovou que é capaz de influenciar a governação, sem ter feito parte de um governo. Em Coimbra, durante um comício, destacou a necessidade de quebrar tabus para registar salários e empregos dignos.
A candidata presidencial lembrou que contribuiu para afastar a direita do governo e a melhoria de salários e pensões, citando ganhos obtidos nos primeiros dois Governos de António Costa. Menção especial incluiu o SNS, propinas, manuais gratuitos e transportes.
Entre críticas, apontou o papel da colaboração de António José Seguro com Passos Coelho e as alterações à lei laboral durante esse período, associando cortes a esse passado governamental. Destacou também subidas de custo na vida quotidiana.
Críticas ao governo e à saúde
Antes de citar os feitos da geringonça, Marisa Matias elogiou Catarina Martins pela consistência na governação entre 2015 e 2022, destacando que quando Catarina ganhou, ganharam as pessoas. O discurso ocorreu no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra.
Martins associou a atuação do PS na saúde àquilo que designa como pacto para a saúde, considerado por si como inócuo, e acusou o governo de Luís Montenegro de degradar o SNS. Defendeu uma visão de saúde pública mais robusta.
Ataques a adversários e posicionamentos
A eurodeputada criticou rivalidades internas, apontando para quem difunde ziguezagues ou promete lugares estratégicos sem propostas claras. Também criticou o facto de alguns não apresentarem ideias consistentes, ou fingirem ter soluções úteis.
Dirigiu-se diretamente a Cotrim de Figueiredo, questionando o que passou pela cabeça dele, ao mesmo tempo que alertou para uma eventual fraude política. Sobre denúncias de assédio envolvendo um candidato da IL, reiterou o direito à presunção de inocência.
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