- Dois terços das pessoas com cancro já não morrem de cancro; não haverá vacina, a aposta é em rastreio, prevenção, controlo e informação.
- O diretor do IPATIMUP, Manuel Sobrinho Simões, diz que não se fala em cura, mas em controlo progressivo das situações, com cada caso e tipo de cancro a ter especificidade.
- Está a começar a quinta edição do ciclo Tratar o Cancro por Tu, até 12 de março, com sessões em Matosinhos, Guarda, Évora, Viana do Castelo, Guimarães e Angra do Heroísmo, para tornar a linguagem mais acessível.
- Em média, 70% das pessoas com cancro da mama não morrem da doença; o rastreio consegue antecipar cerca de 40% dos casos e o cancro não é, na maioria, hereditário.
- Os temas incluem detecção precoce, medicina de precisão, genética, ambiente e prevenção, com a sessão de abertura em Matosinhos a contar com a directora da Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro (IARC), Elisabete Weiderpass.
Ao que tudo indica, não haverá vacina contra o cancro. A aposta recai sobre rastreio, prevenção, controlo e divulgação de informação, destacou o investigador Manuel Sobrinho Simões, diretor do IPATIMUP. A afirmação foi feita na apresentação da quinta edição do ciclo Tratar o Cancro por Tu.
O ciclo visa tornar a linguagem sobre cancro mais acessível, com sessões em várias cidades portuguesas. Segundo o IPATIMUP, as sessões decorrem entre Matosinhos, Guarda, Évora, Viana do Castelo, Guimarães e Angra do Heroísmo, até 12 de março.
O que muda na prática
Apesar de não haver vacina, a equipa enfatiza que a taxa de mortalidade por cancro tem estabilizado ou diminuído com o tempo. A ideia é transformar o cancro numa doença que se possa controlar com medidas adequadas, em vez de buscar a cura absoluta.
A prevenção e o rastreio ganham peso: menos casos hereditários e mais mutações associadas a fatores externos, como o tabaco. O objetivo é antecipar o máximo de diagnósticos, reduzindo o impacto na saúde pública.
Dados e perspetivas
A sessão inaugural, em Matosinhos, conta com a participação de Elisabete Weiderpass, diretora da IARC, que sublinha a importância de comunicar de forma clara e direta para ampliar o acesso à informação.
No conjunto, o ciclo já realizou 24 sessões e envolveu mais de 3.500 participantes em 15 cidades. A nova edição mantém foco em prevenção, deteção precoce e tratamento, com debates sobre o que cada doente pode mudar no dia a dia.
Temas programados
A 22 de janeiro, em Guarda, aborda-se a medicina oncológica de precisão e o acesso a fármacos inovadores. Em Évora, 12 de fevereiro, discute-se a hereditariedade e a história clínica familiar. Viana do Castelo recebe, a 19 de fevereiro, a relação entre ambiente, comportamento e cancro.
Guimarães aborda, a 5 de março, o diagnóstico de cancro desde a biópsia até à decisão clínica, e Angra do Heroísmo encerra, a 12 de março, com a prevenção de cancro e os principais fatores de risco.
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